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Na última Greve Geral do ano passado, o dia da carga policial em frente à Assembleia, muita coisa ficou por contar. Um delas foi este pedido do MP aos manifestantes.

O Tugaleaks teve acesso a um documento que mostra que a IGAI – Inspecção-Geral da Administração Interna – solicitou a alguns manifestantes, curiosamente os mesmos que deteve no dia 24 de Novembro, a ajuda para identificar falhas na atuação da PSP no dia 24 de Novembro de 2012.

 

24 de Novembro: IGAI pediu ajuda aos manifestantes para identificar “infracções” da PSP

 

A carta, com data de Fevereiro deste ano, solicita a colaboração dos manifestantes tendo por base a análise de “infracções disciplinares a elementos da PSP”.

Esta carga foi enviada a alguns dos manifestantes que foram detidos, daí acrescentarem também que “terá conhecimento directo sobre o assunto”.

Mesmo a pessoas que não moram em Lisboa foi dada a possibilidade de o inspector em causa s deslocar à localidade onde a pessoa habita para recolher o depoimento.

 

24 de Novembro: IGAI pediu ajuda aos manifestantes para identificar “infracções” da PSP

 

O Tugaleaks falou com dois activistas presentes nesta manifestação. Um deles, que não quis ser identificado e que apenas aceitou falar na condição de publicarmos na íntegra a frase que tinha para nos dizer, informou-nos de que “depois de nos baterem e humilharem, era engraçado ir ajuda-los… quero que nem sequer me apareçam à frente e da próxima aprendam a comportar-se e defendam o povo”.

 

Outro, identificado como David Libertário, já julgado num processo por causa de incidentes também a 14 de Novembro, afirmou que “nao jogo o mesmo jogo deles, és contra a policia e o governo, etc. e depois vais usar aquilo que és contra para no fim não dar em nada” indicando ainda que “eles fazem as coisas a maneira deles eu faço à minha”.

 

Comentários

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6 Comments

  1. Se utilizam imagens ilegais para identificarem as pessoas porque nãs as utilizam para identificarem abusos de autoridade ?

    O que vale a palávra de um cidadão contra outra de um polícia ?

    Eu pessoalmente já fui emboscado e espancado na rua por um GNR á paisana , fiz exame pericial que comprovou , mas o MP arquivou !

    Não vale a pena mas o que vale é um dia mais tarde quando tudo tiver esquecido … pagarmos a alguem com fome para fazer a cama a esses abelhudos que batem nas pessoas … a chamada justiça popular , para não falar a possibilidade de apanharem subitamente um susto e a certidão óbito dizer ; morreu de causas naturais !

    Cá se fazem cá se pagam … a vida é curta .

  2. O Estado esse Grande PATRÃO
    Os empregados do Estado em Portugal existem fundamentalmente para melhor enganar, aldrabar, vigarizar, desviar e roubar o próprio PATRÃO (Estado) em completa legalidade, impunidade e imunidade pois há que precisar que tudo na Constituição Portuguesa (a fazer passar por deficiente mental o maior dos vigaristas) se encontra reunido de uma forma magistral e exemplar para favorecer, beneficiar e proteger em exclusivo os empregados do Estado e em nada o PATRÃO.
    Os empregados do Estado são todos aqueles que recebem uma remuneração em troca de um suposto ”trabalho” na chamada função pública. Ex. : Presidente da Répública, Primeiro Ministro, Ministros, Parlamentares, Secretários, câmaras, juntas, finanças, militares e etc., etc., etc., etc., etc.
    O engraçado e mais estranho e estúpido nisto tudo é que o PATRÃO (Estado) é o próprio POVO que não tem poder absolutamente algum nas decisões da Répública e nunca terá porque a Constituição assim não o permite ao contrário do poder absoluto dos Políticos que mandam de mão de tiranos e cara de Anjos.
    Impossivel de se encontrar PATRÃO mais condescendente, generoso, ignorante e cego.
    Também por isso é que nunca houve não há e nunca haverá melhor ”emprego” que o de ser empregado do POVO (Estado).
    CONCLUSÃO : Temos que acabar completamente e radicalmente com a Constituição Portuguesa e criar uma nova Répública de raíz ou adoptar um sistema político estrangeiro que se saiba funcionar.
    ASSINADO : Aremando Zarpa

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