O Movimento Revolução Branca recebeu o arquivamento da queixa apresentada há alguns meses. O Ministério Público não procedeu a qualquer investigação.

 

Queixa de traição à pátria por titulares de cargos políticos arquivada sem qualquer investigação

 

O desfecho já era o esperado. No entanto, o Movimento Revolução Branca acha demasiada “ligeiresa” na forma como o mesmo foi arquivado.
Num comunicado enviado ao Tugaleaks, o movimento afirma que “De facto o M.P. de Lisboa, sem qualquer tipo de acto de investigação, seja ele qual for, usou argumentos que raiam a superficialidade e a banalidade, sustentando-se em normas processuais desadequadas, impertinentes e inaplicáveis.
Embora a queixa tenha sido apresentada no Porto, foi para Lisboa ser analisada. A falta de análise parece ser uma das muitas queixas do Movimento Revolução Branca que afirma que irá recorrer “para inverter a presente situação, crentes que estamos na nossa posição, razões e argumentos e da necessidade de termos um Ministério Público destemido e empenhado”.

No despacho a que o Tugaleaks teve acesso, a queixa apresentada pelo movimento é tida como uma queixa “que não realça factos ou situações identificáveis”. No entanto, o Ministério Público, esse com competência para investigar, decidiu proferir em jeito de simples e monotona notícia, algo que todos já sabemos. Temos como exemplo, o ponto IV que informa que “Com a Comunidade Europeia revolucionou-se o conceito de soberania”, quando na verdade Portugal perdeu a soberania e não é hoje um estado soberano, estando sempre financeiramente dependente do Banco Central Europeu e de outras

Assim, o Movimento Revolução Branca promete continuar com mais acções de luta e actividades, tais como uma caminhada a realizar este mês no Norte de Portugal.

Hoje, Portugal é um ninho de corrupção, onde qualquer entidade que seja confrontada pelo povo ou pela lei para agir, não irá agir porque os poderes não governamentais estão hoje no poder do governo.

 

Download do Despacho de Arquivamento

Download da queixa-crime apresentada

Comentários

6 Comments

  1. Discordo totalmente dos fundamentos do despacho de arquivamento e fica bem patente nesse despacho a “obstinação” do Ministério Público em esconder a incompetência dos responsáveis políticos que, ao longo destes últimos anos conduziram o país à perda da sua independência. Quem tem medo de Quem??? Quem está FEITO com querm???
    Por muito menos o Miguel de Vasconcelos joi julgado e arrastado ‘pelas ruas… e estes senhores ? Que acha o Ministério Público que se deve fazer? Condecorá – los??? Santos Deus ao que isto chegou… Aja Vergonha.

  2. Durão Barroso é um vendido que a troca de dinheiro se vendeu a uma elite, assim como os restantes políticos que detém poderes legais. Que entregaram o poder do povo ao poder de uma elite de banqueiros. O povo ficou sem poder de decisão sobre o seu futuro! Já nem se HONRA a bandeira nacional! Assim como o dia da independência de Portugal. Estamos sobre o controlo estrangeiro que dispõe poder de revogar qualquer lei portuguesa. As leis europeias estão acima das leis portuguesas e da nossa constituição.

  3. Aliás António Champallimaud já o havia dito:” Portugal ao entrar na Europa vai perder a soberania e passar a ser uma colónia da Europa”. Deverá ser criado um movimento destinado a informar e programar a saida do Euro e depois da Europa. Que vamos ter de sair é uma realidade. Julgo que a Finlandia também a Holanda pelo menos já pensaram sair. A Espanha , a Itália, a Grécia e Malta deveriam encarar essa possibilidade. Esta reunião dos 5+5 poderá ser um início. Para os paises mediterranicos os mercados Arabes do oriente e os paises do norte de África são mais interessantes do que o mercado Europeu. A Europa está moribunda, sem ideias.

  4. Este processo não acaba com este despacho de arquivamento, longe disso. O MRB vai recorrer e desse modo fazer o processo subir a instâncias mais altas da hierarquia judicial. Ainda vai dar muito que falar.

    1. Recorrer ás mais altas hierarquias do sistema judicial é perder tempo e dinheiro. Como dizia numa entrevista o deputado José Manuel Coelho do PTP Madeira, a corrupção na justiça sobe á medida que subimos na sua hierarquia. Confirmo, por experiência própria que o sistema funciona assim.

  5. O GRANDE probl deste país é que o poder politico não toca no poder judicial e o poder judicial não toca no poder politico, ou seja; continuamos no pais da republica dos corruptos e parasitas

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