Em carta enviada recentemente aos deputados do Parlamento Europeu, duas associações em Portugal disseram que o ACTA é bem vindo.

Este acordo já obteve manifestações em Fevereiro e Junho em Portugal. A última delas, organizada pelo Tugaleaks e pela ANSOL, teve o culminar numa mensagem que vários países na Europa passaram para a desaprovação do ACTA.

“O ACTA é bom para a Europa” dizem duas associações Portuguesas

 

Recentemente, o ACTA levou mais um revés no Parlamento Europeu, tendo sido chumbado por qualquer sítio que ele tenha passado. Embora tudo indique que não vai ser aprovado em votação no Parlamento Europeu, que deverá acontecer brevemente, foi há cerca de 15 dias escrita uma carta, divulgada IEPI – International Federation of the Phonographic Industry – e entregue aos deputados do Parlamento Europeu.

A carta que pode ser lida aqui tem frases tais como “ACTA é um projecto de cooperação internacional que vai proteger os direitos da Europa e das pessoas” ou ainda “O ACTA é bom para a Europa”.

Os media Portugueses ficaram-se pela desinformação. A notícia lançada pela Agência Lusa e difundida no Jornal i, Público, e possivelmente outros órgãos de comunicação social, não faz sequer referência às organizações nem dá acesso ao documento. Já que estamos a falar do ACTA, é bom ter em conta que a liberdade de escolha vem da informação, e que se os jornais não dão a informação toda, as pessoas não a podem decidir.

Felizmente, o Tugaleaks continua diariamente a preencher essa lacuna. A carta que como já indicado está disponível na Internet, foi assinada pela Associação de Editores de Obras Musicais e pela Associação Fonográfica Portuguesa.

A última, AFP, é já conhecida pelos seus actos de condenação emt tribunal de um jovem pelo download de músicas. A segunda não tem “obra” conhecida na Internet, nem parece ter sido (ou o Google não funciona).

De notar que na carta, a Associação Fonográfica Portuguesa vem escrita como “Associacao Fonografica Portugesa”.
Resta a pergunta… se nem o nome do nosso país sabem defender, como o podem defender o ACTA a nível Europeu?

 

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