25 de Abril de 2016. Passavam poucos minutos da meia-noite quando no canal de IRC #opblackout da rede AnonOps se faziam ataques DDoS.

Um Operador do canal perguntava se todos tinham VPN, e dava até dados para usarem uma VPN.

d67e02c17e5c02765a4c5774f6f55c45No canal de IRC falava-se como se fala numa mesa de café

Depois, começaram os ataques. Supremo Tribunal de Justiça, Citius e Parlamento foram os primeiros alvos. O BES também foi um dos visados, mas acabou por ficar online na maior parte do tempo.

Em poucos segundos, um simples ataque DDoS com scripts automáticos deitou abaixo sites importantes da nossa democracia e justiça. A fragilidade dos sistemas de informação do Estado Português é cada vez mais evidente.
A organização era pouca, mas nem por isso foi difícil colocar grandes sites em baixo.

 

Mais tarde, pelas 7 da tarde, foi a vez do Movimento Hacktivista Português se lançar aos ataques. Um deles foi ao site da PJ, conforme se verifica:

 

 

Há dois anos foi diferente

Há dois anos, a lista de procuradores do Ministério Público com os seus telefones profissionais, e-mails e outras informações foram disponibilizadas online conforme se noticiou na altura:

Através de e-mail, os Anonymous Portugal informaram ao Tugaleaks um endereço onde se encontravam quase dois mil registos, a grande maioria de procuradores, oriundos de uma vulnerabilidade informática do Ministério Público.

 

Dois anos mais tarde, o clima de fragilidade dos sistemas de informação mantém-se, podendo ser colocados offline com ferramentas que estão, literalmente, à distância de uma pesquisa.

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