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Ataques cibernéticos têm se tornado cada vez mais comuns nos dias de hoje. São muitos dados partilhados hoje em dia, como fotos, vídeos, mensagens e que contêm muitas informações sigilosas, como passwords, contas de banco, nudes e muitos outros. Os hackers sempre procuram por falhas de segurança nas ferramentas mais variadas e que eles sabem que são de uso constante das pessoas, mesmo que pareçam inofensivas. Felizmente, se a empresa produtora destas ferramentas detecta as falhas em tempo hábil, correções podem ser feitas e atualizações são disparadas o mais cedo possível para que os usuários não corram risco de terem suas informações comprometidas. Foi o que aconteceu recentemente com o Google Chrome, um dos navegadores mais utilizados mundialmente.

O problema em questão, ou bug, como chamam-se estes erros no mundo da computação, foi detectado em 27 de Fevereiro por um membro do grupo de análise de ameaças da empresa. A vulnerabilidade afeta os procedimentos de leitura de arquivos do navegador. Este bug, identificado como CVE-2019-5786, está relacionado à forma como o Chrome usa a memória do seu computador nas funcionalidades responsáveis pelo leitor de ficheiros, permitindo que aplicativos web acedam os conteúdos de ficheiros armazenados no computador do utilizador. Na mão de criminosos isto é simples e apenas é preciso terem acesso aos ficheiros sensíveis que as pessoas guardam em seus computadores.

Caso não tenhas ainda atualizado o seu browser Chrome para a versão mais atual (72.0.3626.121), há chances ainda que esteja sob risco de um ataque cibernético. O Google está a pedir que os utilizadores do Chrome o atualizem o mais rápido possível para a versão mais atual, a qual foi lançada na semana passada, através da funcionalidade de auto-atualização. A atualização foi lançada no dia 1 de março, apesar de ela ainda não constar no log de mudanças mantido pela empresa. Todos os nossos leitores que usam o Chrome devem efetuar esta esta atualização. A fim de verificar se sua versão do Chrome já está atualizada, faça o seguinte procedimento: escreva chrome://version/ na barra do navegador (onde digitam-se os sítios web). Na página que se abre, deverá constar a numeração 72.0.3626.121 onde se vê a versão atual do programa. Caso não esteja, solicite a atualização. O Google afirma que para a maioria dos utilizadores esta atualização ocorre de maneira automática, mas é necessário reiniciar o navegador para que ela tenha validade.

Não só programas estão vulneráveis, um trabalho recente da equipa do Google intitulado Project Zero expôs um bug de alta segurança existente no macOS, o sistema operacional da Apple. Este bug permitia que a hacker modificar um arquivo corrupto no sistema de arquivos do usuário sem que fosse identificado como uma falha de segurança pelo sistema de gerência virtual.

Depois dos ataques de ransomwares terem causado bastante estrago, as empresas relacionadas à informática têm ficado bastante atentas quanto à segurança dos produtos que são fornecidos para uso, principalmente em relação àqueles que são de uso constante por uma quantidade imensa de usuários mundo afora.

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