Foi avançado terça-feira nos callcenters Paços Manuel, Laranjeiras e Moeda (sítios confirmados por pessoas que contactaram o Tugaleaks, podendo haver outros) que dia 9 quinta-feira seriam pagos os vencimentos que a NewTime devia aos trabalhadores.

Confirmado nessa data por várias pessoas, esses pagamentos forem efetuados. Após consulta do movimento bancário em algumas contas de pessoas que as disponibilizaram para o Tugaleaks, confirma-se que o movimento bancário veio da PT Comunicações.

O comunicado do SINTTAV pode ser lido aqui (clique para ampliar):

Caso NewTime: SINTTAV avança, PT cumpre!

O lado positivo desta história é que a PT se chegou à frente por um compromisso que na verdade não era deles. Um ato de louvar, tendo em conta a crise, mas de bom senso, tendo em conta os lucros que o Grupo PT obteve no ano de 2010. A PT está de parabéns, ao garantir a resolução de um problema que não era do Grupo PT, e sim da empresa NewTime que fugiu ao fisco.

O lado negativo prende-se com os responsáveis dos vários serviços afetados (não generalizando) em gerir a crise. Quem participou em atos para a televisão ou falou abertamente neste e noutros sites (e mais alguns: este, este, mais este, e outros links que pediram para não divulgar por medo de represálias), podem não ter sido recebidos no local de trabalho de braços abertos. Relembramos que tudo o que é feito por qualquer empregados de qualquer empresa, desde que não viole os seus códigos de ética, códigos internos, ou normas contratuais, não pode ser sancionado pela entidade patronal, sob pena da empresa estar a violar direitos da constituição nomeadamente o art 21º e principalmente o art 37º que confere a Liberdade de Expressão e Informação.

Tentar calar o povo é comprovado pela história deste país que resulta em revoluções e movimentos cívicos e em mais buzz social do que se os tivessem deixado falar.

 

Por último, não só para os trabalhadores da PT ou da NewTime, mas sim para todos os trabalhadores ativos em Portugal, sugerimos o controlo periódico sobre todos os descontos para a segurança social.

 

Este não é caso único.

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