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Em Timor-Leste o ano lectivo começou a 11 de Janeiro. Mas, quase a meio de Fevereiro, ainda crianças sem professores. A culpa é do Ministério da Educação.

Doze das treze escolas de Timor-Leste ainda não abriram. Mas o ano lectivo começou em Janeiro. Tudo isto porque os Professores Portugueses, que deveriam já ter seguido para Timor-Leste, fazendo parte de uma parceria com o Governo Português, ainda não saíram de Portugal.

São cerca de 150 professores, a maioria que já lá esteve anteriormente. No total, cerca de 7500 crianças estão à espera de estudar. Os professores seriam colocados nos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) que, além de outras tarefas, fazem também formação de professores Timorenses em contexto escolar.

 

Portugal empata desde Dezembro

O Governo de Timor-Leste assegura a viagem, o alojamento e o suplemento salarial. Portugal apenas tem que escolher e indicar aos professores para irem ao Aeroporto – apenas e só isto. Mas parece que isto está difícil… porque falta uma simples assinatura. Até lá, os professores ficam “de malas feitas à espera de ordem para partirem”, confirmou ao Tugaleaks uma fonte próxima.

 

Uma questão de dias, diz o Governo

Fonte do Ministério da Educação informou o Tugaleaks de que o ministério está a “tratar das devidas autorizações legais com vista à contratação dos professores o mais rapidamente possível (…) perspetivando-se para os próximos dias a conclusão deste processo com a assinatura dos contratos com os docentes já seleccionados”.

A mesma fonte informou ainda que Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, “considera este projeto de extrema importância para a qualificação do sistema de ensino timorense”.

 

Entretanto, as cerca de 7000 crianças continuam sem escola, sem ocupação diária e sem o saber que lhes devia ser dado.
De notar que este processo trata-se de uma renovação de há já vários anos, pelo que não sendo nada de nova, faltou uma articulação mais efectiva do modus operendi que tem acontecido nos anos anteriores.

 

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