Com a crise instalada em Portugal, muitas são as empresas que além de descerem a um nível ético deplorável, violam a lei. Um relato nacional sem precedentes.

 

Os novos empregos na era da crise

 

Os números do desemprego são já do conhecimento geral, no entanto o Movimento Sem Emprego anuncia outros números e tem um contador online que, segundo o movimento, retrata de uma melhor forma o número de desempregados em Portugal.
Mas e os empregados, terão uma vida fácil depois do posto de trabalho adquirido?

 

Antes do trabalho

Os anúncios são cada vez mais bizarros. Existem pessoas com o 4º ano a ganharem mais do que engenheiros por força da escassez da oferta e da grande procura. Existem também anúncios que mostram o quanto se desceu de nível não só na procura de emprego mas fundamentalmente na oferta de emprego. E em nada disto vemos autoridades ou fiscalizações a agirem em prol dos direitos dos trabalhadores.

 

Os novos empregos na era da crise

 

Este é um dos exemplos de anúncios que se pode encontrar que deixam bastante a desejar não só pela qualidade mas pelo tom do emprego. Já não é apenas os anúncios para “administrativos” que na verdade são telemarkting que incomodam. Há anos que se passou para um nível mais abaixo.

 

O trabalhador

Recentemente a EGOR foi denunciada no Tugaleaks sobre o caso de trabalhadores da PT no Porto que trabalhavam muitas vezes de formas ilegais. Por lei, as alterações de folga têm que ser feitas com uma semana de antecedência e numa folga não se pode trabalhar como hora extra mais do que o horário normal de trabalho. Pelo texto descrito e colocado no nosso site na íntegra, existem estas e outras falhas, colocando muitas das vezes o trabalhador num estado psicológico tal que aceitar as ilegalidades significa não ser mais um desempregado.

Outra situação que aconteceu recentemente foi a de que ordenados em atraso eram uma constante na Bulhosa e em que denunciar a situação para uma televisão significou a suspensão do funcionário.

 

Despedimentos e insolvências

No ano passado a empresa NewTime declarou insolvência. Na altura, o Tugaleaks denunciou a situação. Hoje, empresas despedem colectivamente grande parte do seu número de empregados por força da crise. Da NewTime, passado um ano, ainda não foram recebidos alguns vencimentos em atraso.

 

É deste Portugal que falamos. É deste Portugal que o Tugaleaks está aberto para receber denúncias. Há rumores de muito mais, como empresas que colocam funcionários a trabalhar duas semanas seguidas sem folgas, sindicados que não podem entrar nas empresas, etc. Caso queiras fazer uma denúncia, que poderá ser anónima, contacta-nos.

 

É realmente este o estado do emprego que queremos em Portugal?

 

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