A assinatura do antigo Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário era o que faltava para entrarem 20 crianças numa escola em Beja que há mais de um mês esperam vaga.

A EBI Mário Beirão em Beja tem 3 salas de pré-escolar a funcionar. Mas existem 20 crianças à espera de vaga. Tudo isto porque existe uma sala que não tem “autorização” para funcionar, pois falta uma assinatura de autorização que devia ter sido feita pelo Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, que recentemente se demitiu por razões pessoais.
Mas antes de se demitir, teria ainda um mês inteiro, e mais uns dias, para dar o consentimento à criação da nova sala que iria colocar 20 crianças num meio de preparação escolar.

Além das crianças, uma professora e uma auxiliar que não têm funções específicas mas que estão alocadas à escola, iriam também ter uma turma à qual se poderiam dedicar.
Nada disto aconteceu.

Para Rita Doce, que tem uma criança de 5 anos no pré-escolar e outra de 3 anos em lista de espera, existem algumas dificuldades nesta situação, pois o filho mais novo é um “menino que chora sempre que a irmã vai para a escola” e “que anda triste todo o dia”. Rita afirma também que “há pais que tiveram de colocar as crianças em instituições privadas”.

 

pre-escolar

 

 

Escola e Ministro não comentam situação

Foram tentados vários contactos, para a escola e para a sede do agrupamento, todos eles sem sucesso.
Também o Ministério da Educação não pretendeu comentar. Tendo em conta que a nomeação do novo Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário é recente, o pedido foi endereçado à Assessora do Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, que não respondeu aos nossos pedidos de informação.

Até lá, sem assinaturas, as crianças ficam sem pré-escolar e a professora bem como a auxiliar ficam sem turma.

 

Um ano escolar desastroso

Este início do ano lectivo tem sido conotado como o mais desastroso dos últimos tempos, tendo a contratação de professores sido o foco principal dos problemas. Mas, conforme o Tugaleaks tem anunciado, casos como a “micro solha” servida numa escola ou o “micro pão” servido noutra escola fazem o “prato do dia” no dilema que hoje os pais vivem para ter um filho numa escola pública com qualidade.

 

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