O Tugaleaks é um órgão de comunicação social social verdadeiramente independente. Não temos qualquer publicidade no site. Consulta aqui o nosso relatório de transparência mensal.

Envia a tua denúncia anónima aqui

Se faltas, apresentas justificação. É assim para quem trabalha, presume-se. Mas não para os deputados. Se falta, diz que está doente. E isso é justificação, sem provas.

A palavra de um deputado é lei

Remonta a 2009 a Resolução da Assembleia da República que regula as faltas dos deputados.
A certa altura, podemos ler:
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.

Em termos práticos, o que a Resolução da Assembleia da República 21/2009 quer dizer é que quando um deputado falta, ele pode dizer o que quiser. Ser faltar mais de uma semana, ai já tem que se explicar.
No caso real, ou seja, os Portugueses que pagam dos seus impostos para os deputados tentarem nos (des)governar, tens que apresentar um papel e nem todos servem. E se demorares mais de uma hora de deslocação de um médico para o teu local de trabalho podem-te marcar falta.

Assim vivem os deputados na AR, com as suas mordomias. E só para descontextualizar esta notícia, o desemprego está, se lhe juntarmos os números “não oficiais”, acima dos 15%.

Bem vindo a Portugal.

Comentários

6 Comments

  1. Eu já digo isto à alguns anos:
    Tenho mais respeito pelas prostitutas que pelos nossos políticos. Ao menos essas trabalham para ganhar a vida. Os outros apenas mamam. Haviam era de mamar na quinta pata do cavalo.

  2. O que dizem os deputados é “Lei” ? São donos da verdade ?
    Fica a pergunta …..
    Duarte Lima não era deputado ?
    Em que categoria se insere ele ? Assassino ou como Ladrão ?
    E estes factos, pelo menos alguns deles, foram perpetrados durante a sua estadia como deputado.
    Então posso chegar a conclusão que ….. qualquer deputado consegue ser pior do que qualquer pessoa que esteja presa porque esses , pelo menos, sabem que a palavra deles nada vale.

    Estava a pensar na palavra ridiculo ….. mas tenho que ir ao diccionário ver uma palavra mais forte.

    eu sempre disse que andamos a votar para quem nos vai roubar …. não quem nos vai governar.

  3. Não percebo…
    De que se queixa o povo afinal?
    O povo aplaude o 25 de abril como se tivesse ocorrido uma santa cruzada, o povo não estuda a história recente de Portugal e atribui qualquer evolução conjuntural a este “golpe em favor da democracia”…
    O povo não quis saber para onde foram as reservas de ouro do país, e pensa que foram os governos após esta data que acabaram com a fome… Não fosse o dinheiro dos imigrantes e o trabalho não -qualificado em economias mais fortes que a portuguesa.
    O povo não tem orgulho em ser português, seu civismo se resume a favorecer a si e aos seus parentes e amigos, em detrimento de outros e de seu país.
    O povo gosta de ver miséria e doença na televisão, os canais se esmeram em programas depressivos sobre desgraças em geral.
    O povo gosta de glorificar os desonestos, gosta de observar a riqueza, não questiona os métodos desprezíveis utilizados para a adquirir, eleva os que conseguiram elevar-se socialmente á categoria de heróis, ou exemplos, pensa o povo que estes heróis roubaram ao governo, quando quem realmente exerce o trabalho que gera qualquer capital é o próprio povo, que está sendo roubado…
    Resumindo, o problema não está na qualidade dos deputados, mas do povo português em geral.
    Enquanto houver esta fraca qualidade a nível de indivíduos, o todo neste país sempre será previsível: Medíocre, como a maioria da população.
    Então porque o povo se queixa? Se não valoriza orgulho e cidadania, ou mesmo consciência nacional. Este é um país fragmentado em dez milhões de indivíduos, somente quando perdem alguma benesse, estes indivíduos ficam indgnados. triste.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *