Ana Andrade é a segunda classificada do concurso. Tem no momento o posto de trabalho e a primeira classificada tenciona ir a Tribunal para resolver o problema.

A 15 de Outubro o Tugaleaks contactou os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu (SMAS Viseu) para obter esclarecimentos sobre um concurso público que nos suscitava algumas dúvidas.
A pessoa que ocupa hoje o lugar foi a pessoa que ficou em segundo lugar. Curiosamente é a filha do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Joaquim Nunes. A candidata, Ana Cristina Conceição Correia Nunes Andrade, terminou o concurso com 14.60 de classificação final. No entanto a primeira candidata, Paula Cristina Maia Correia Bettencout Dias Silva terminou o concurso com 16.56. Queríamos saber o porquê desta situação.

 

Emprego para a filha do Vice-Presidente da CM Viseu pode acabar em Tribunal Foto:  As Beiras

 

A SMAS Viseu respondeu a 19 do mesmo mês indicando que “Lido o e-mail enviado por V. Exª fica a dúvida sobre a questão que coloca“. A resposta foi dada pelo Director Delegado Engº Carlos Ildefonso Ferrão Tomás.

Decidimos então enviar mais pormenorizadamente, citando leis e prazos legais para resposta. A SMAS Viseu não cumpriu os prazos violando a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos e o prazo constante no Código do Procedimento Administrativo, ambos aplicáveis à função pública.

Segundo fonte indicou ao Tugaleaks, Paula Silva tinha entretanto tinha falado com o Jornal do Centro em que explicava um pouco melhor a situação (link para o jornal, página 10). Segundo a queixosa a SMAS Viseu ofereceu-lhe um posto de trabalho “novo” ignorando os anos de experiência e de casa que tinha na função pública. Ao reclamar por lhe quererem dar um emprego com redução de salário equivalente a 17 anos de trabalho na função pública, foi pela CM Viseu removida do concurso.
Para o lugar foi a filha do Vice-Presidente da CM Viseu.

 

Lesada tenciona recorrer para Tribunal

Segundo o Jornal do Douro adiantou a lesada queixa-se da atitude da CM Viseu e dfiz que a lei é clara em dar preferência aos “trabalhadores com vínculo ao Estado”.

Ao Jornal a CM Viseu informou que não prestava declarações, no entanto ao Tugaleaks a CM Viseu e o SMAS estão obrigados a fornecer documentos públicos dos actos processuais. Não o fizeram.

 

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