Homem com 87 anos ficou à espera oito horas e meia por atendimento na Unidade Hospitalar de Portimão. A filha, stressada e desesperada, conseguiu evitar o pior.

A Unidade Hospitalar de Portimão do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio foi palco de um insólito de saúde que podia ter consequências muito mais graves do que aquelas que teve.

Rosário Viana, a filha do visado, contou no Facebook que o seu pai, de 87 anos, tinha ficado oito horas e meia no dia 6 de Maio no Hospital de Portimão à espera de ser atendido com uma forte dor no peito.

Conta a Rosário que o pai chegou ao hospital pelas 11h e com a indicação, vinda do Hospital de Lagos, de que o pai “tinha de ser visto de imediato pelo cirurgião”. A enfermeira informa que “o medico estava a operar e que se tinha de esperar na sala por algum tempo”.

Conta que “por volta das 15h o meu pai estava muito mal, com muitas dores e eu fui falar com a emfermeira e pedi para ela lhe dar alguma coisa para atenuar a dor, visto que o médico ainda não tinha chegado…. a rapariga disse que não podia fazer nada sem ordem do medico e que tinha-mos de aguardar mais um bocadinho que o Dr já vinha”.

Pelas 17h Rosário “estava desesperada” e perguntou se “o medico demorava muito”. “Só mais um bocadinho”, obteve como resposta.
Pelas 20h foi exactamente a mesma coisa.

Ansiosa com a espera, “pedi o livro de reclamações, mal podia escrever, relatei tudo o que se passou… 8 horas e meia de espera!!!!! Não sabia o que fazer, o estado do meu pai agravou e muito mal já não conseguia falar e tremia, tremia…“.

 

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O desespero da filha que salvou o pai

Sem se conseguir controlar, Rosário conta que “entrei pela enfermaria aos berros e disse que já tinha telefonado para a SIC, e para a TVI e que isto não ficava assim alguém tinha de assumir a responsabilidade do estado do meu pai… passaram 5 minutos, e qual foi o meu espanto, quando 2 médicos entraram pela sala a dentro e foram buscar o meu pai e o levaram para lhe darem soro e fazerem umas analises e uma eco grafia, tudo em uma hora... agora sim estava a ser tratado como um velhote de 87 anos que não merecia passar por esta situação tão humilhante”.

 

Os médicos não sabiam de nada

Esta história podia ser um problema de falta de médicos, mas a julgar pelas declarações publicadas no Facebook, não foi bem isso: “foi me dito pelo Dr. que não tinha conhecimento desta situação, miguem o informou de nada e só agora é que ele tinha visto o relatório do doente… o meu pai olha para mim e com uma voz muito tremula pediu-me para não dizer mais nada, e dizia ‘filha tem calma o pior já passou’ e agradeceu pelo afecto o amor, e o tempo, passado ali com ele”.

Ficou internado com alguma gravidade, mas eu sei que ele vai voltar pra casa e que tudo vai ficar bem“, termina Rosário Viana.

 

O Tugaleaks tentou obter respostas a esta situação. Contactada a unidade hospitalar, fomos apenas informados que ” confirmamos a recepção de uma exposição no Livro de Reclamações. Assim sendo, a mesma será atentamente analisada por forma a responder à senhora (reclamante) em conformidade, de acordo com a legislação em vigor” e que “o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve não se pronunciará sobre o assunto”.

 

Esta situação acontece a poucas semanas da enchente de turistas na região Algarvia. Será este um presságio do tratamento hospitalar que poderá haver no Verão?

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