Um Hospital nos arredores de Lisboa está há mais de um mês sem sala para ressonância magnética. A situação irá durar, e a sala vai ficar inacessível durante três meses.

Doentes sem alternativas desesperam.

 

Ana, nome fictício. A Ana é uma pessoa com um diagnóstico inicial de cancro da mama. Obviamente que a primeira reacção foi um pouco de pânico. Mas com a Ana é uma pessoa ligada à Internet, a segunda reação foi a pesquisa na Internet de tudo o que lhe podia acontecer.

Mas a Internet não preparou a Ana para o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca mais conhecido como Hospital Amadora Sintra.

Ana foi vista numa consulta e foi-lhe recomendado fazer uma “biopsia de urgência”. Quando chegou ao dia e hora da biopsia, a técnica que a iria fazer disse-lhe que “não lhe parecia caso para uma biopsia” e não a fez. Era antes um caso para uma ressonância magnética. Mas esta doente de cancro tinha que esperar… três meses por isso.

O problema é que o Hospital tem fechada a sala de ressonância magnética, e vai continuar assim durante o verão, ou seja, três meses.

“não me parece normal que me digam que a ressonância magnética pode esperar três meses quando me disseram ao mesmo tempo que se a máquina estivesse disponível era para ser feita ontem”, diz Ana.

 

A sua indignação levou-a ao IPO – Instituto Português de Oncologia e a afastar-se a sete pés do Amadora Sintra. Já fez a biopsia e vai esta semana saber os resultados. Entretanto, no Amadora Sintra, a máquina continua parada.

 

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Para que serve esta a RM?

A ressonância magnética é um equipamento muito importante no diagnóstico de várias doenças, incluindo o cancro, pois fornece imagens detalhadas de várias partes do corpo, que permitem a avaliação de órgãos e regiões do corpo.

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca foi contactado há quase um mês e nunca enviou qualquer resposta ao nosso pedido de esclarecimento. Como hospital público, era obrigatória a sua resposta num prazo de dez dias. Mais uma falha a juntar à sala de ressonância magnética.

Entre as questões colocadas, encontrava-se a questão do perigo iminente de vida (incluindo os das urgências hospitalares) dos doentes do hospital e as alternativas que existiam.

 

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