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Há vários dias que uma imagem, alegadamente pertencente à Junta de Freguesia de Coutos de Viseu, anda a circular no Facebook. A imagem  é falsa e o presidente pondera processar jornal pelos “danos causados”.

As pessoas são sempre muito fortes à frente de um ecrã. E esta é a prova disso.
Depois de divulgada no Facebook, a imagem incendiou as redes sociais e está a causar críticas gratuitas e infundadas à Freguesia de Coutos de Viseu. Na imagem pode ler-se que “os cidadãos só podem falecer quinta-feira e sexta-feira”, e que se pode visitar o cemitério com o serviço “Campa na hora”, disponível uma app, pagando 10EUR pela “visita” ao seu entrequerido.

A imagem utiliza ainda o brasão da Junta de Freguesia, e da forma recortada que foi divulgada no Facebook faz crer que a imagem é verdadeira.

No entanto, o regulamento do cemitério, publicado em Diário da República este ano, diz algo bem diferente.

 

Presidente da Junta indignado

Embora a imagem tenha sido partilhada por muitas pessoas, e chegado aos “olhos” do Tugaleaks inúmeras vezes, decidimos confirmar a veracidade da história. Contactado o Presidente da Junta, este afirmou que “só alguém sem sentido de responsabilidade, poderá acreditar que se trata de um aviso emanado por uma Junta de Freguesia”, afirmando que o Jornal do Centro está “abusivamente (…) a utilizar a heráldica das extintas freguesias de Couto de Baixo e Couto de Cima” e que, por isso”, “está já a ser intentada uma ação judicial contra o Jornal, pelos danos que está a causar à imagem da freguesia, bem como a utilização abusiva dos seus brasões”.

A página do jornal, completa:

Por trás de um ecrã, vale tudo

“Filhos da p***”, “deviam era morrer todos” e “abutres que só querem mamar dinheiro” são coisas que podem ser lidas pelas redes sociais, por pessoas que depressa acreditam que tais afirmações podem ser proferidas por órgão de poder local.

Com efeito, a prática de tais atos, mesmo online e através do Facebook, pode levar a um crime de difamação, previsto no Código Penal, já que o Ministério Público tem um protocolo com o Facebook que poderá revelar o IP da pessoa que publicou tais comentários que depois os levará até ao utilizador real do perfil na rede sociai.

 

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