O grupo de hackers que atacou o grupo Impresa e sites como a SIC e o Expresso divulgou, num fórum relacionado com “dumps” de informações, uma informação relacionada com o acesso ilegítimo a dados do site parlamento.pt e de algumas plataformas Microsoft desta entidade.

Conhecido como LAPSUS, o grupo atacou há menos de um mês os sites do grupo Impresa e no passado estiveram envolvidos em ataques contra vários ministérios do Brasil e serviços de correios daquele país.

Na publicação ao qual o Tugaleaks e o TugaTech tiveram acesso, que pode ser encontrada aqui, eles pedem 15 mil euros, em Bitcoins, para a venda de toda a base de dados.

Em crítica ao parlamento, os hackers afirmam que o Parlamento “usa tecnologia Microsoft antiga, não mantida, aplicações fracas, má programação e más políticas de segurança”, dizendo que conseguiram “extrair bastante informação crítica dos servidores internos”.

Para quem é frequentador do fórum eles alegam que podem enviar acesso à backdoor (ou seja, ainda mantém acesso ao servidor) para comprovar e facilitar a venda.

Desconhece-se em concreto quais são os dados, no entanto no link enviado é possível encontrar passwords como “férias.2007” ou “intranet”, que são fáceis de encontrar e usar indevidamente.

O Tugaleaks tentou contactar o Parlamento, no entanto, considerando o dia em questão, dia de eleições, e o fim de semana, não recebemos qualquer resposta. Iremos atualizar este post quando e se existir uma resposta do parlamento.

Numa outra publicação no dia 28 de janeiro (há 2 dias atrás) o grupo anunciava ainda que tinha vários servidores IIS em Portugal, o que pode significar que o Parlamento não é o único site envolvido.

 

O que se pode fazer com estes dados?

Especula-se que a base de dados tenha efetivamente dados pessoais, uma vez que embora sem aceso á mesma tal seja impossível de prever, o facto é que o exemplo dado pelos hackers revela passwords que podem ser associadas a pessoas. Logo, é possível utilizar estas passwords noutros serviços, fazendo com que a falha possa escalar a serviços financeiros, telecomunicações, ou outros, da esfera pessoal dos afectados.

 

Grupo Imprensa ainda sem dados recuperados

Foi no dia 2 de janeiro que os sites do grupo Imprensa foram atacados. Passados dois/três dias, os sites ficaram online, com um site “temporário” para a publicação das notícias.

A comunidade de segurança informática debateu nas redes sociais os planos do disaster recovery e quanto tempo demoraria a Impresa a restaurar o site antigo, mas quase um mês depois ainda não existe o site antigo disponível.

O Tugaleaks contactou a CNPD que nos informou que “informa-se que empresas do Grupo Impresa notificaram à CNPD a Violação de Dados Pessoais prevista no artigo 33.º do RGPD”, ou seja, estiveram dados pessoais envolvidos ma brecha.

 

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Foto: Publico

 

Atualização: o grupo indicado na notícia afirmou no seu canal oficial de telegram não ter sido o autor deste ataque, no entanto, o ataque parece legítimo, ainda que tenham sido utilizados os dados de um outro grupo para o evidenciar.

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