O Tugaleaks apresenta mais uma pedra na situação de Miguel Relvas e promete continuar a confirmar as informações obtidas através do Jornal i.

 

Informação incorrecta dos media

A TVI24 indica nesta notícia que segundo o secretário da CADA não deu entrada qualquer queixa. Hoje de madrugada desmentimos essa informação e até fizemos melhor durante a tarde de hoje: convidamos a jornalista que fez a peça para estar presente no nosso chat hoje pelas 18h.

É que queríamos mostrar-lhe a verdade, a verdade pela qual o Tugaleaks sempre se pauta e sempre se vai pautar.

A queixa foi apresentada dia 2 às 9:38 por e-mail, conforme print:

Licenciatura de Miguel Relvas: informação incorrecta, incompleta e incompreensível clica para ampliar

 

Foi confirmada a sua recepção via  telefone às 12:15 do dia 2 para o número 213933570. No entanto, dia 3 pelas 17:42 recebemos uma chamada de 213955400 a pedir se enviar a informação com assinatura física, já que “apenas por e-mail” não era possível. A confirmação via e-mail chegou-nos apenas no dia seguinte, hoje, de manhã.

Aqui ficam também os registos de telemóvel, pois não temos nada a esconder:

Licenciatura de Miguel Relvas: informação incorrecta, incompleta e incompreensível  Licenciatura de Miguel Relvas: informação incorrecta, incompleta e incompreensível

 

A queixa foi apresentada e deu entrada, provas não faltam. Não foi admitida devido a um “problema” que, embora ainda esteja a ser visto legalmente mais abaixo neste texto, não nos impediu de a apresentar novamente hoje com um documento assinado.

A este ponto, bastaria para elaborar uma uma boa notícia que a jornalista em causa fizesse um contacto para o nosso número que está na página de contactos para confirmar tal situação. Em minutos teria a prova na sua mão. No entanto, tal como anteriormente onde a TVI “ocultou” uma crítica ao Passos Coelho – e o Tugaleaks apresentou queixa na ERC – continua o jornalismo de má fé e a falta de informação (e esta era uma informação fácil de conseguir). Embora a jornalista tenha cumprido o código deontológico no âmbito de “ouvir as duas partes”, torna-se claro para nós que uma melhor notícia não foi redigida por falta de trabalho e não por impossibilidade jornalística.
Mas o Tugaleaks entende e compreende perfeitamente a situação. O Grupo Imprensa e o grupoi Media Capital estão cheios de medo com o que o Relvas poderá fazer se avançar com a privatização da RTP e outras que tais. Felizmente aqui o medo não reina.

O Tugaleaks contactou também o secretário do CADA que confirmou “não se recordar” do que tinha indicado á TVI quando lhe questionamos se “tinha dado entrada ou tinha sido aceite”.
Aqui fica o mistério do lado do CADA.

Este ponto está acente: o Tugaleaks não mente.

 

Informação incompleta

Na notícia do Jornal i onde Miguel Relvas afirma ter feito uma licenciatura, chamada já de super-licenciatura ou licenciatura-timeless (ou outro nome a condecorar à vontade do leitor) falta tanta informação, que mais valia não ter saído nada.
As perguntas que ninguém faz são estas:
Afinal onde está o relatório da comissão cientifica? O Jornal O Crime pede acesso a qualquer documento (incluindo esse) há quase um mês.
A palavra de um político chega? É que ele mentiu há mais de 20 anos sobre um caso que agora vem a público.
Porque é que Miguel Relvas respondeu (ou “afirmou”, porque ninguém viu perguntas naquele artigo) ao Jornal i e não ao Jornal O Crime que estava à três semanas a tentar falar com ele ou obter qualquer informação da parte dele?

Futuramente podemos ter respostas a estas perguntas. Mas hoje não. Porque ele não respondeu.

 

Informação incompreensível

A CADA dificulta a tomada de decisões e as aberturas da queixa por requerer um processo com uma assinatura física. Para os mais entendidos, é fácil perceber isso.
Segundo um colaborador do Tugaleaks na área do direito, “é princípio geral de direito administrativo que a colaboração com o particular seja feita da forma mais célere e adequada, desde logo não excluindo o email como meio de comunicação”. Afirma também que “de acordo com um princípio geral de garantir interesses legalmente protegidos dos cidadãos, penso que te pedem a queixa física porque há um rasto de papel que não é facilmente perdido”. No entanto, a CADA não pediu um documento em papel, mas sim um electrónico com uma assinatura.

Assim como o Arquivo Histórico Parlamentar, nota-se na parte da CADA um intuito em atrasar o processo, empatar com burocracias e tornar as coisas de tal forma lentas que acabamos por desistir. O mesmo acontece – voltando agora à TVI – com a queixa que apresentamos contra esta entidade e está parada. Pela informação que recebemos hoje, passados quase dois meses, a TVI ainda nem notificada foi da queixa que fizemos.

 

Hoje o cidadão conhece o passado de Miguel Relvas. Sabe que ele mentiu. Sabe que ele fez uma licenciatura em menos tempo que um cidadão normal, e por ser político levou equivalências ainda desconhecidas. Hoje a verdade saiu. O Jornal O Crime pegou na história, o Tugaleaks pegou pouco tempo depois e levou para a esfera da Internet esta contestação. Ao todo nos artigos que escrevemos temos mais de 150.000 visitas de Portugueses. A maioria indignados.

É assim que se dão notícias de forma independente. É assim que se passa a verdade cá para fora.

Pela verdade, sempre! Estás com o Tugaleaks?

 

Lista de aritgos já escritos sobre este tema:

Onde está a licenciatura de Miguel Relvas? Nem o Governo sabe!

Licenciatura de Miguel Relvas: Tugaleaks apresenta queixa na CADA

Licenciatura de Miguel Relvas: entrevista no i só revela metade dos factos

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