O responsável de uma agência afirma uma solução para pagamento de um cartão de crédito por telefone. Somando tudo, os juros são maiores que a dívida.

São 500EUR. No meio da crise, das insolvências e de todos os problemas actuais com bancos que podiam acontecer, este não é, sem dúvida, o mais grave. Trata-se do incumprimento de um cartão de crédito com cerca de 500EUR.

 

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O Tugaleaks teve aceso a uma chamada de uma agência do Millennium BCP de Évora. Na chamada, o responsável da agência contacta o seu cliente e informa-o de que o valor de cerca de 500EUR em dívida acrescem quase 900EUR de juros, ou seja, o valor quase que duplica apenas com juros.

 

Oiça a gravação da chamada

 

Não é por acaso que os bancos em Portugal ganham mais de 7 milhões de euros só em comissões por dia. Os juros, esses, não são ainda contabilizáveis.

Conforme nos informou a nossa fonte, “o banco ainda queira tirar proveito da operação para si próprio olhando apenas os lucros e não se preocupando minimamente com a situação financeira“.

O Tugaleaks sabe que para o mesmo cliente existiram por parte de outras instituições de crédito com reduções em mais de 80% da dívida enquanto o Millennium BCP pretendia cobrar a dívida total, os juros (e juros sobre esses mesmos juros). Embora, na prática, a nossa fonte saiba que os juros indicados na chamada não correspondem à realidade.

Contactado o Millennium BCP, fonte oficial afirmou que “não comenta situações especificas que envolvem seus clientes ou eventuais clientes. No entanto, a postura do Millennium bcp é sempre de ouvir, entender e resolver os problemas dos seus clientes, com profissionalismo e dedicação”.

 

28.000 dúvidas e reclamações sobre bancos

A DECO, convidada a pronunciar-se sobre esta situação, recomenda que “em todas as situações em que os consumidores tenham dúvidas quanto aos seus direitos ou se sintam lesados em questões no âmbito dos serviços financeiros, sugerimos a formalização da reclamação junto da respetiva entidade financeira através do Livro de Reclamações, ou diretamente junto da entidade reguladora do setor, o Banco de Portugal”.

No entanto, na linha de apoio da DECo, “podemos informar que recebemos durante 2013, 27.930 contactos, entre pedidos de informação e reclamações sobre bancos”
O contacto e reclamação ao Banco de Portugal, que foi efectuado, de nada serviu a este cliente.

 

Os bancos são desonestos

Ivo Margarido, activista que escreveu um documento sobre a fraude do sistema monetário bem como diversas queixas contra bancos e governantes por permitirem a criação de dinheiro vindo “do ar”, não tem qualquer problema em afirmar que “a classe bancária é desonesta, não só em Portugal, mas praticamente no mundo inteiro”, por isso, “sabendo-se que o sistema monetário cria escassez, e que esses mecanismos lesam intencionalmente a população, então diria que não é apenas desonestidade. É crime“.

 

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