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A discrepância foi enorme e motivou vários comentários e partilhas no Facebook.

No Município do Montijo existiu uma reunião de câmara onde foram aprovadas avultadas verbas para a tauromaquia face à verba aprovada par ajudar os mais carenciados.
A denúncia foi feita pelo movimento Montijo Anti-Touradas que comentou a situação dizendo que “não restam dúvidas que para a autarquia do Montijo a tortura tauromáquica e o pagamento de seguros a forcados é mais importante que o apoio aos carenciados”.

Contactada, a Câmara Municipal confirmou que “na reunião de câmara de 26 de abril do presente ano foram, efetivamente, atribuídos apoios financeiros de 3000 euros e 2500 euros, ao Grupo de Forcados Amadores do Montijo e ao Grupo de Forcados da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, respetivamente, para despesas com seguros. Os referidos apoios financeiros foram atribuídos (…) no respeito pela liberdade de expressão cultural, na defesa das tradições identitárias do concelho do Montijo e na salvaguarda da pessoa humana”. Informou ainda que “foi atribuído um apoio financeiro de 700 euros à Cáritas Paroquial de Nossa Senhora da Atalaia para aquisição de equipamentos de frio”.

É de facto verdade que a zona, localizada na Margem Sul, tem uma influência tauromáquica forte, força igualmente que tem vindo a diminuir globalmente, tendo em conta que, dados oficiais apontam para as touradas terem cada vez mais bilhetes adquiridos e adeotos.

Município compra 8 mil euros de bilhetes

O mesmo Município, semanas depois, comprou 8.849.56EUR mais IVA de bilhetes para um espetáculo, na sequência da Corrida de Touros São Pedro 2017.
O Tugaleaks teve acesso ao documento oficial que adjudicou a compra.

Contas somadas, em poucas semanas foram gastos na teuromaquia mais de 13 mil euros.

 

Foto: In2set

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