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Lei de 2003 favorece os partidos. Além de lhes darem subvenções, isentam-nos de impostos que o comum cidadão paga. Tudo isto no presente clima de austeridade.

A Lei 19/2003 foi aprovada a 20 de Junho de 2003 e trata o financiamento de partidos e as campanhas eleitorais. Nesta lei são apresentados vários “descontos” que um partido, por ser só e apenas um partido, tem desconto e regalias face aos demais cidadãos.

 

Partidos políticos estão “isentos” de IMI, IUC e outros impostos

 

A denúncia foi feita pelo Movimento Revolução Branca que tem, no último ano, lançado várias acções legais contra o estado e mais recentemente acções que visam destituir de candidatos às autárquicas os candidatos que viciam o sistema político nacional.

Assim, de acordo com a Lei 19/2003 os partidos têm direito a isenção dos seguintes impostos, segundo o Art 9º, além do IRC, a:

a) Imposto do selo;
b) Imposto sobre sucessões e doações;
c) Imposto municipal de sisa pela aquisição de imóveis destinados à sua actividade própria e pelas transmissões resultantes de fusão ou cisão;
d) Contribuição autárquica sobre o valor tributável dos imóveis ou de parte de imóveis de sua propriedade e destinados à sua actividade;
e) Demais impostos sobre o património previstos no n.º 3 do artigo 104.º da Constituição;
f) Imposto automóvel nos veículos que adquiram para a sua actividade;
g) Imposto sobre o valor acrescentado na aquisição e transmissão de bens e serviços que visem difundir a sua mensagem política ou identidade própria, através de quaisquer suportes, impressos, áudio-visuais ou multimedia, incluindo os usados como material de propaganda e meios de comunicação e transporte, sendo a isenção efectivada através do exercício do direito à
restituição do imposto;
h) Imposto sobre o valor acrescentado nas transmissões de bens e serviços em iniciativas especiais de angariação de fundos em seu proveito exclusivo, desde que esta isenção não provoque distorções de concorrência.

 

Partidos ainda recebem subvenções da AR

Enquanto se apela à austeridade, a Assembleia da República tinha em 2012 um previsto para o Orçamento da Assembleia da República (OAR) cerca de 95.537.402EUR, menos que o Gabinete de Pedro Passos Coelho conforme foi notícia ontem no Tugaleaks. Ainda assim, embora a despesa tenha sido reduzida pelo funcionamento da AR, os partidos políticos continuam a receber 14.853.459EUR, estimativas de  2012, sendo este valor menos 2.000.000EUR do que no ano anterior.

Comentários

14 Comments

  1. como e possível nos pequenos sempre a trabalhar e cada vez a descontar mais e mais, para esses palhaços gozaram com a cara de todos os portugueses e eles sempre com mais regalias e descontos.
    É só mesmo a bastonada neles.

  2. Prova provada que qualquer partido político não vale a pena. Seja ele da direita, centro ou esquerda (mais ou menos mais à esquerda)
    Daí dizer sempre que não existem alternativas credíveis ao actual governo porque mama tudo do mesmo saco.

  3. Caralhooo…. Vamos queimar essa corja toda de chupistas. Andamos nós aqui feitos palermas a trabalhar para dar de comer a essa cambada e demais representantes. PQP.

  4. Os impostos são para todos.

    Porque não o IMI para todos.

    Que eu saiba a igreja presta serviço comunitário às povoações. Se não fosse ela, morreria muita gente de fome e sem um abrigo. Estes Maçons que não fazem nada ataca a igreja. Sei do que falo.

  5. Realmente não é nada que me espante. No nosso País estes indivíduos andam no meio de nós impunes e a apertar cada vez mais, o cinto, a quem realmente apenas tenta levar a sua vida o melhor que pode. Eu sei o que leles mereciam, mas não digo…. espero é que a população lhes dê a resposta na devida altura…. nas urnas!

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