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O deputado do PSD Sérgio de Azevedo lançou um livro em Janeiro deste ano. No livro conta, ao público, o “segredo” das PPP: as dívidas vão assombrar Portugal durante 40 anos.

Sérgio de Azevedo não é um deputado “qualquer”. Foi relator da comissão de inquérito às Parcerias Público Privadas (PPP) que em 2013 causou forte mau estar político, tendo inclusivamente o deputado do PSD acusado ex-ministros de uma má gestão destas parcerias.

O relatório da comissão, disponível aqui, mostra que a desorganização é um dos factores principais dos “encargos excessivos” das PPP.

“A Comissão verifica que os encargos com as PPP rodoviárias são excessivos, fruto da sua massificação, da sua desordenada implementação, da ausência de estudos que suportem o seu benefício económico-financeiro e da decisão puramente política“, pode ler-se no relatório.

 

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A título de exemplo, a FERTAGUS – empresa que faz a gestão do traçado de Roma-Areeiro a Setúbal, na Margem Sul do Tejo, teve que receber do estado cerca de 45 milhões de euros (mais precisamente 45.177.527,00EUR), porque o fluxo de passageiros previstos ficou aquém da realidade.

São este tipo de coisas que o livro mostra: “PPP e o custo de um Estado fraco – Toda a verdade sobre as parcerias público-privadas” descreve-se com a seguinte informação, retirada do site da editora:

Sabia que os encargos líquidos com as Parcerias Público-Privadas rodoviárias e ferroviárias são o equivalente a 10 anos de subsídios de férias de todos os funcionários públicos e de todos os reformados portugueses? Sabia que a maioria dos contratos das PPP é coincidente com os períodos eleitorais nacionais, e que, nalguns casos, foram as concessionárias que definiram as suas próprias remunerações?Neste livro, descobrirá toda a verdade sobre as Parcerias Público-Privadas ferroviárias e rodoviárias: quem g…

 

São quarenta anos que a governação PS/PSD (e CDS) deixaram. Um legado para a nossa geração futura. Isto é Portugal.

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