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Vários agentes da PSP um pouco por todo o país estão a ganhar quantias avultadas de dinheiro por cada pessoa que morre na localidade onde trabalham.

 

O Tugaleaks sabe que, um pouco por todo o país, vários agentes da PSP que se encontram em serviço na altura em que são chamados a óbitos ocorridos em residência, por causas aparentemente naturais, têm “contratos de comissão” com agências funerárias locais.

O esquema passa por recomendar uma determinada agência funerária da localidade, aos familiares enlutados, com a garantia de que “lá tratam de tudo” caso verifiquem que os familiares estão abalados e vulneráveis.

“Vamos tratar de tudo”

Se a família enlutada estiver de acordo com o processo, tudo corre de forma mais simples. São as próprias forças de segurança a decidir se há morte natural ou não e se entrega o corpo à família ou notifica o Ministério Público e o envia para a morgue local.
Dispensam os bombeiros e o INEM, indicando posteriormente a agência funerária que lhes paga comissões e dando a conhecer que eles “têm médico”, que muitas vezes nem lá aparece e que “tratam de tudo”. A agência é contactada, por vezes pelo próprio telefone dos agentes. Poucos dias depois, a “comissão” é paga discretamente.
Se não aceitarem a recomendação, indicam que o corpo tem que ir para a morgue e têm que encontrar um médico rapidamente para tratar de tudo.

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Margem Sul é dos casos mais graves

Na Margem Sul é onde se verifica um maior número de agentes vistos por fontes do Tugaleaks em várias funerárias sem que a sua presença como agentes da PSP tenha sido requerida. O Tugaleaks enviou uma lista com 18 agentes, de Almada e Laranjeiro, incluindo um agente, R. C., que se encontra alegadamente suspenso e que está a fazer “atendimento” numa agência funerária local, bem como a lista das agências funerárias à PSP.

Como resposta, o Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PSP indicou que “não é possível tecer qualquer comentário sobre os dados indicados, por serem desconhecidos”. Sugerindo ainda que “tendo V.Exa. conhecimento de factos que podem consubstanciar a prática de crimes, os mesmos deverão ser comunicados ao Ministério Público”. A mensagem enviada não vinha assinada.

Esta é uma reacção bastante estranha por parte da PSP, já que, como recorda Duarte Levy, jornalista freelancer que escreve para vários jornais internacionais, “não compete ao órgão de comunicação informar o Ministério Público”.

Uma reacção bastante diferente teve a PSP em Janeiro de 2015 quando, perante uma notícia do Tugaleaks com factos concretos, foi de imediato aberta uma investigação.

 

Sindicatos querem investigação

Peixoto Rodrigues do Sindicato Unificado da Polícia comentou com o Tugaleaks que “apenas podemos dizer que se averigúe toda a verdade e se responsabilize os infractores se assim os houve”.
Já a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, através do gabinete de comunicação, indicou que “não tem conhecimento da situação” mas que aquele sindicato “fará chegar a denúncia às entidades competentes – como de resto faz sempre que recebe informações deste tipo – para que possa ser apurada a veracidade da mesma”.

Uma pequena pesquisa pelo Google mostra que esta é uma situação também comum na GNR, tendo sido alvo de discussão no seu próprio fórum não oficial e alvo de críticas pelos colegas.

 

Será que esta situação vai ser investigada?
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