Depois da Worten, Staples e Moviflor, as denúncias chegaram da Rádio Popular trazendo desespero e mau estar aos trabalhadores.

Já tem sido hábito do Tugaleaks receber este tipo de denúncias, que tendem a crescer. Perante a crise e a possibilidade de perder o emprego. Muitos funcionários de várias grandes marcas vendas, atentam contra os bons costumes e as leis do trabalho.

 

Rádio Popular: mobbing, despedimentos ilícitos e pressões aos trabalhadores

 

 

Site de denúncias

O site Rádio Popular que ninguém vê tem apenas 3 artigos, todos de 2011. Mas, segundo as denúncias recebidas pelo Tugaleaks, é exactamente o que se passa nos dias de hoje. Vários despedimentos “forçados” com montantes por fora para que as pessoas se despeçam e várias pressões para despedir os funcionários incómodos ou em fim de contrato a termo.

 

Despedimentos com dinheiro “por baixo da mesa”

Segundo o site, que dá um exemplo de 2011, refere que um “funcionário que como é obvio não vou referir o nome, encontra-se nos quadros da empresa e trabalha na empresa há cerca de 7anos” foi aliciado com a “quantia de 1500€ a um funcionário para que este se despedisse e abandonasse a empresa”.
É sempre mais barato do que dar uma indemnização com base na lei

 

Os trabalhadores incómodos

No nosso artigo a denúncias condições semelhantes na Worten, um dos comentários refere que “por não agradar a “gregos e troianos” e lutando por os meus direitos talvez não tenha renovado o contrato derivado a essa mesma situação”.
Esta informação foi confirmada por uma das nossas fontes, ex-trabalhador, que afirma que “deve ter sido coincidência, pois era um bom trabalhador e bastou pedir o estatuto de trabalhador estudante para passar a ser uma besta e não renovarem contrato”.

 

Despedimento colectivo a começar pelos que incomodam

Foi anunciada no início de 2013, pelos efeitos da crise, foram despedidos 52 funcionários. O sindicado fala em “neoliberalismo” e assume que podem estar em causa “70 a 80” postos de trabalho. Várias fontes contaram ao Tugaleaks que os funcionários, divididos por várias lojas, foram os que mais protestavam pelos seus direitos, ou quem tinha requerido o estatuto de trabalhador estudante ou estava grávida.

 

Prática de “mobbing”

A pressão no trabalho conhecida como “mobbing”, levou a que uma fonte do Tugaleaks referisse que no Norte do país existem pessoas a serem acompanhadas psicologicamente devido à abrupta alteração de loja bem como de funções, sem que para isso tenham tido formação adequada. A Rádio Popular já foi condenada por esta prática em 2008.

 

Se conheces alguma empresa com este tipo de situações contacta-nos. Iremos tratar devidamente as vossas denúncias, que, tal como esta, não dignificam a empresa.

 

O Tugaleaks tentou contactar a Rádio Popular durante vários dias por telefone, enviou dois e-mails, mas nunca foi possível chegar à fala com qualquer pessoa desta empresa.

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