Para as famílias carenciadas a refeição nas escolas é por vezes a melhor refeição do dia. Mas entre as escolas e a Assembleia, as diferenças são bastantes e estão á vista.

É meio-dia numa escola pública. O refeitório abre para almoço. Quem tem escalão A não paga nada. No escalão B são 80 cêntimos e quem não tem escalão paga menos de dois euros. Estes são os preços em três escolas na localidade de Caldas da Rainha do secundário. A ementa, publicada na Escola EBI Santo Onofre está desactualizada, pois só mostra resultados até 12 de Outubro. Mas a ementa é sempre a mesma: sopa, prato, guarnição com vegetais, sobremesa e pão.

Já noutra localidade da Linha de Sintra, numa escola primária, a comida é outra: peixe mal confeccionado, e uma refeição composta por um pedaço de peixe e duas batatas, tal como denunciado pelo Tugaleaks onde o pai de uma criança nos contou que a comida era “manifestamente insuficiente“.

 

Refeições: estado apoia com mais dinheiro um deputado do que um aluno numa escola pública

 

 

No parlamento a história é diferente. O Semanário o Diabo relata que no início do ano lectivo o Governo disponibilizou um montante perto dos 55 milhões de Euros para as refeições escolares por todo o país. No entanto, só para os 230 deputados existentes na Assembleia, o valor foi cerca de 900 mil euros

Nas na assembleia não há “simples” fruta da época nem sopa de Alface. Os critérios da ementa é valorizada se houver perdiz, lebre, pombo torcaz, rola e similares, lombo de novilho, lombo de vitela, lombo ou lombinho de porco preto (bolota) e camarão/gamba grande (24 por Kg ou maior) e similares.

Por cerca de 10 euros os deputados podem comer na AR arroz de tamboril com gambas e salsichas em couve lombarda. Têm ainda direito a ume mesa de fritos, outra vegetariana, outra de doces e frutas e ainda uma de queijo, segundo apurou o Diabo.

 

Feitas as contas, se o mesmo dinheiro da AR (90 mil euros para 250 pessoas) fosse usado na mesma proporção e qualidade para as refeições escolares, seriam apenas servidas cerca de 15.000 refeições em todo o país.

A realidade é outra: há mais de 15.000 alunos e muitos pais não ganham 3.264EUR brutos como os deputados.

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