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Acidente aconteceu no início de Novembro. A história oficial contada na comunicação social aponta para acidente. A história do Tugaleaks conta negligência grave. Exército não comenta situação.

O processo já está em averiguações internas, começadas pela Polícia do Exército e neste momento dirigidas pelo Ministério Público.
A hipótese de homicídio involuntário é um dos motes da investigação, pois existem informações que apontam para uma má conduta de um Sargento que levou ao falecimento de um soldado na Escola Prática dos Serviços, sita na Póvoa de Varzim.

O militar falecido no dia 8 de Outubro encontrava-se entre um “Dumper” e uma parede. Um sargento negligente, sem carta militar ou qualquer formação para tal, coloca a viatura em marcha e esta estando engatada em primeira, soluça várias vezes e naturalmente desloca-se para a frente abruptamente esmagando o militar em questão.
O Sargento nunca poderia, em teoria, pegar em material para o qual não tinha formação. Disseram fontes ao Tugaleaks que “enquanto não houver um acidente, pode-se fazer quase tudo”.

O militar caído e esmagado foi transportado por uma ambulância militar, ainda com vida, para o Hospital da Póvoa de Varzim.
É de notar que o Exército não é muitas vezes possuidora de médicos nos aquartelamentos apenas socorristas com instrução básica e por ventura um enfermeiro.

 

Quando se aperceberam da situação

Foi declarado “estado de emergência” no quartel e os portões fecham, desta forma ninguém pode sair ou entrar.
É uma forma dos comandantes e responsáveis conseguirem “limpar o lixo”, indica uma fonte ao Tugaleaks, enquanto os militares formam nas companhias.

Enquanto a PJM (Polícia Judiciária Militar) e a PE (Polícia do Exército) chegavam, haveria tempo suficiente para formular uma história sobre os acontecimentos. Preferencialmente sem por em causa o Sargento, que está claramente acima hierarquicamente do soldado.
Para termos uma ideia, a Polícia do Exército vinha do Regimento de Lanceiros nº 2 em Lisboa. O óbito foi confirmado às 15h e esta polícia chegou cerca das 17h30.
Já a Polícia Judiciária Militar chegou pelas 16h10.

 

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Acidente facilmente evitável

Este acidente, que culminou na morte de um militar, era facilmente evitável.
Bastava cada um andar com o que deve e não com o que quer”, indica-nos uma outra fonte. O Sargento, usou material militar sem a devida experiência.

Quando tal aconteceu, a situação tentou ser abafada e a notícia que passou para a comunicação social (originalmente no Correio da Manhã) foi a tese de acidente quando pode tratar-se de um homicídio involuntário.

O Tugaleaks contactou o Exército para saber a reação a esta situação. O Major de Artilharia José Pires, informou-nos que “os acontecimentos relacionados com o solicitado são alvo de um processo
de inquérito a decorrer sob a direção do Ministério Público, pelo que qualquer comentário deverá ser solicitado à entidade judiciária competente”.

Do lado do Ministério Público, recebemos a informação de que o processo se encontra em investigação.

 

De todas as fontes contactadas, a informação é unânime: os praças, a “categoria base” do Exército, ficaram mal vistos enquanto se tentou salvar o Sargento “de um processo complicado”.

É a “lei da hierarquia”.

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