Quando há pessoas cujo subsídio de desemprego ou o rendimento mínimo mal dá para comer, surge a notícia de que os serviços da Segurança Social pagaram meio milhão de euros a pessoas mortas.

A Conta Geral do Estado é um documento onde a maior parte das despesas do estado estão mencionadas. O documento está dividido por vários módulos e permite e pode ser consultado por qualquer cidadão.
Segundo o Jornal Económico, existiram pagamentos no valor de 569 mil euros a pessoas falecidas. No entanto a maior parte dos casos – 28 casos no total – não é culpa dos antigos pensionistas mas sim da Segurança Social, onde a informação do óbito constava, mas o montante estava a ser enviado todos os meses.

 

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O Instituto de Segurança Social, contactado pelo Jornal Público, esclareceu que “já foi solicitado aos respetivos herdeiros, tendo sido reembolsado através do encontro de contas das prestações por morte ou, no caso de estas não existirem, através do pagamento direto aos herdeiros”. Mesmo que tal não acontecesse, “é possível solicitar o reembolso das prestações através de cobrança coerciva”. Ou seja, se os herdeiros não dessem conta deste montante a entrar mensalmente – porque nem todos verificam as contas dos falecidos mensalmente – teriam agora uma surpresa.

Agora que se encontrou o “problema”, que ocorreu durante alguns casos durante sete anos, espera-se poupar cercxa de 75 mil euros por ano.

 

Privados recebem quase 1000 euros por crianças

A Segurança Social continua a ser um marco para desigualdade. Enquanto uma mãe com filhos recebe por vezes pouco ou nada para a ajuda no crescimento do seu filho os privados recebem quase o dobro do ordenado mínimo para cuidar de uma criança.

Resta saber, se esse valor fosse dado aos progenitores, se seriam precisos privados para tomar conta de crianças.

 

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