O Ministério da Justiça lançou um site em 2019. O problema? É que o site foi lançado com 10 anos de atraso a nível tecnológico.

Tudo começou com um tweet em que um utilizador se conformava com o novo site do Ministério da Justiça. este é um site de estatísticas e informativo, disponibilizado no endereço https://estatisticas.justica.gov.pt/.

Este site pretende mostrar os números da justiça portuguesa. O site mantém informação estatística sobre pessoas condenadas, ações executivas, duração média de processos, e outras informações sobre crimes como o abuso sexual de menores, o branqueamento de capitais, a corrupção, entre outros.

O Tugaleaks tentou por isso saber quanto é que este site custou. Perguntamos ainda quais foram os consultores internos envolvidos na criação deste portal, bem como as empresas externas.

O Tweet de tomahook insurgia-se com o facto do site não ser “responsivo”, ou seja, não poder ser lido corretamente em dispositivos móveis. Esta falha tecnológica, segundo este entusiasta da Internet, significa “cerca de 10 anos de atraso a nível tecnológico”.

Sistema foi propositadamente disponibilizado assim

Fonte oficial do Governo informou que “concluídos os trabalhos previstos no caderno de encargos e assentes nos pressupostos aí assumidos, foi detetada a necessidade de introduzir algumas melhorias decorrentes da evolução tecnológica observada desde o início do projeto. Entre outros aspetos, a questão do site não responder, na íntegra, à necessidade de ser responsive, havendo aspetos do mesmo que não são ajustáveis a todo o tipo de equipamentos. A DGPJ encontra-se a avaliar as soluções que podem ser adotadas para a ultrapassar”.

“Não obstante, e mantendo-se claramente essa intenção de evolução num futuro próximo, foi tomada a decisão de disponibilizar a versão atual do sistema, dadas as vantagens deste novo sistema em relação ao anterior. Além das diversas funcionalidades adicionais – apresentação gráfica, pesquisa, versão integral em inglês, nova organização por temas, disponibilizações mais frequentes, entre outras – o novo sistema, permite, desde já, dispensar o licenciamento do software que sustenta o sistema”, concluiu ainda a mesma fonte.

Site custou quase 500 mil euros

Disponibilizado a 11 de setembro de 2019, o site “foi efetuado com base num contrato com a empresa Accenture, Consultores de Gestão, SA, com o preço contratual de 445.000 € (S/IVA), renovado por dois anos pelo valor anual de 90.000 €/ano (S/IVA)”.

Ainda assim, o antigo site custava cerca de 200 mil euros por ano, pelo que, ao fim de alguns anos o investimento terá o seu eventual retorno.

 

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