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Certo é que todos nós estamos habituados a ler crónicas de senhores e senhoras que insistem em afirmar de sua razão, politicas privadas que nada mais são que um exemplo de mentalidades atrasadas em relação ao seu tempo. Cada vez mais as conversas de café são dominadas por comentários que raramente são dos que partilham o momento, mas sim daqueles senhores a quem as estações televisivas insistem em dar tempo de antena, numa insistente demonstração de falta de originalidade.

Sobre as touradas: impunes saem os que falam do púlpito

 

Se é certo que poderíamos estar dias a falar dos variadíssimos senhores e senhoras que passam horas a tentar moldar as mentes daqueles que ainda se influenciam por tais opiniões, hoje falaremos somente de um – Miguel Sousa Tavares.

Recentemente, e exercitando a sua liberdade de expressão, aliás, algo que gosta de citar com frequência – a liberdade – como se dela nascesse um direito de dizer toda a barbaridade que lhe vem à cabeça, o senhor escreve que o projecto de lei do Bloco de Esquerda (aquele que visa condicionar determinadas actividades que envolvem tortura física e psicológica de animais, ou o condicionamento do incentivo público e transmissão televisiva dessas actividades) não é nada mais do que uma forma de eventualmente vir a proibir essas mesmas actividades, sendo este projecto nada mais que o início de um movimento que ainda dará mais cartas (na opinião do autor destas palavras, esperemos que sim). Bem, se o é ou não, certamente não seremos nós a dizer, mas que este senhor insiste em ser um troglodita social, disso não há dúvidas.

A “crónica” deste senhor está disponível na internet e começa desde logo por criticar as transferências de propriedade nacional para privados internacionais, como que a chamar à conversa um espírito nacionalista. De nacionalismo este senhor percebe pouco, aliás, foi dos poucos ditos “cronistas” que expressou disponibilidade para se mudar para um dos países lusófonos (o mesmo que incentivou o acordo ortográfico que tanto criticou) porque é “muito bem tratado sem ser popular na rua, o que é óptimo.”. Óptimo seria que já tivesse ido.

Devo salientar o seguinte, este senhor faz lembrar um outro de quem duvidamos muito da credibilidade da licenciatura, porque tem a ousadia de equiparar um condicionamento a uma proibição. Desde logo, não é necessário ser licenciado em Direito para pegar num dicionário e entender que a definição das duas palavras é diferente. No fundo explica porque é que este senhor exerceu Direito enquanto advogado durante tão pouco tempo e se dedicou ao que quer que seja que faz hoje em dia (não consigo definir o que este senhor faz da vida) – é fraquinho mesmo.

Minhas senhoras e meus senhores estamos perante um dos problemas deste país, damos voz aos mais absurdos cidadãos e criticamos aqueles que se juntam às centenas pelas ruas de Lisboa para expressar a sua opinião. Porque se a tourada (que tanto defende) é um exemplo cultural ou uma tradição, de lembrar será que “a tradição é a personalidade dos imbecis”. Mas também temos de ser justos. No que toca a este senhor, tudo o que afecte a sua masculinidade é uma abominação. Não se pode falar de homossexualidade, direitos de animais e perigos do tabaco a este senhor que ele começa a compensar a falta de algo com o exagero de palavras insensíveis, que desde há muito que deixaram de ser incisivas e pragmáticas para serem absurdas e retrógradas.

O avanço social implica a extinção de práticas bárbaras que não se identificam com o progresso. Claramente, o “jornalismos de opinião” medíocre que se pratica neste país terá de ser mais uma prática a ser abolida, juntando-se à escravatura e à pena de morte. Ninguém procura atingir a liberdade alheia a escrever contra o senhor, ele é que claramente não entende o conteúdo da sua liberdade.

A tourada e todas as actividades que dependam da tortura ou morte de animais só salientam no povo que as pratica um atraso cultural muito grande. Nunca me levantei de manhã para caçar, nunca assisti a uma tourada, odeio circos e a maneira como os animais são tratados para entretenimento do povo. E sei que não sou o único. Se a este senhor não resta nada senão lutar, que se lembre que contra ele (e todos) também lutamos, e não somos uma minoria. Somos nada mais, nada menos, que a voz do progresso.

 

Tiago da Encarnação Leal

Ler a crónica de Miguel Sousa Tavares aqui

 

Propostas de lei sobre touradas a consultar

Impedir o apoio institucional à realização de espetáculos que inflijam sofrimento físico ou psíquico ou provoquem a morte de animais.

O fim da exibição de espetáculos tauromáquicos na televisão pública e alterar a lei da televisão

Comentários

32 Comments

  1. Não sou um defensor da tourada, mas ainda menos o sou da sua proibição. Acredito na liberdade das pessoas, se querem fazer touradas não acho que existam grandes argumentos para proibir este acontecimento social, e quem não gosta que não vá.
    Se querem ir por aí fazia mais sentido a proibição da comercialização de atum (descubram vocês porquê se não sabem) e neste caso a minha resposta é pura e simplesmente a de eu não consumir.
    Aprender a respeitar a liberdade dos outros parece-me que é algo que está em demasiado deficit na maioria dos movimentos … it’s a hard life.

    1. Pela sua teoria, NINGUÉM teria o direito de condenar o que o Hitler fez aos judeus. Era a liberdade dele, quem não gostasse que não fosse ver!!! (é assim, Sr wolf353, que nem sequer tve coragem de se identificar!!)
      Ao menos, Hitler, não torturou e assassinou os judeus em sessões abertas ao público

    2. Não existem grandes argumentos, wolf354 (que nem sequer tem um NOME) ?
      Dou-lhe apenas um, o principal: o SOFRIMENTO FÍSICO E PSICOLÒGICO DE UM ANIMAL QUE É TÃO ANIMAL COMO VOCÊ.
      Este argumento BASTA. Mas há muitos mais.
      Apoios do EStado à TORTURA DE SERES VIVOS, enquanto falta dinheiros para a saúde, para o ensino, para a cultura, para os nossos atletas, para os funcionáriuos públicos, enfim…
      Quer mais?

  2. Não entendo a razão que leva as pessoas a imporem a sua vontade contra a vontade de outros, nesta civilização “avançada” existem muitas coisas que são desumanas e que ninguem fala.
    Na minha opinião devemos aprender a amarmo-nos e a aceitar as diferenças. O futebol, o trabalho infantil, a exploração de cadaveres, o uso de minerios de sangue, os mercados economicos, a manipulação dos midia, o racismo, a execusção de mulheres, A fome em paises sub-desenvolvidos, a destruição sistematica da natureza, etc, ect… Na minha opinião quem vem defender os animais tem as prioridades um pouco trocadas e são pessoas com pouca sensibilidade no que diz respeito ao seu igual.

    1. Sr. João de Deus, está muito enganado!! O Sr. deve ler muito pouco!! Tudo aquilo que o Sr diz que não se fala é, muitíssimo falado, criticado, há muita Organização (ONG) em grande luta contra tudo o que refere. Nunca deu por isso?
      Mas mesmo que não se falasse, acha que por isso não devíamos defender e alterar completamente uma que está mal? Se ainda não percebeu do que estou a falar eu digo-lhe: É a ABOLIÇÃO COMPLETA DE TODAS AS FORMAS QUE PODUZEM SOFRIMENTO AOS ANIMAIS, em particular AS TOURADAS!!!
      Não nos dê conselhos ou nos acuse de estarmos trocados. FAÇA COMO EU – LUTE POR UMA CAUSA CIVILIZADA.!!

    2. João de Deus (com um nome assim poderia ser um pouco mais solidário), aqui ninguém impõe vontades.

      A única coisa que queremos é que DEIXEM EM PAZ os TOUROS E CAVALOS, porque eles não fizeram mal nenhum à humanidade para merecerem ser TORTURADOS PARA prazer dos SÁDICOS E NECRÓFILOS.

      Esta é uma causa tão prioritária quanto todas as outras que mencionou. Se os homens PREDADORES deixassem de o ser e não andassem a maltratar os animais não humanos, teriam com toda a certeza mais sensibilidade para os seres humanos, e não pecisaríamos de lutar contra tanta iniquidade.

      1. Eu acho graça é que a Sra. ou Menina Isabel e o Sr. ou Carlos pensem que são donos da razão, só falam aqui de toros devem ter uma vida tipo a do Miguel relvas de certeza para só se preocuparem com as touradas… Façam vcs. o que fizerem elas nunca vão acabar, e uma coisa tenham vcs certeza, vcs. não são donos da razão, e não tratem mal pessoas com palavras que já gostavam de touradas quando vcs ainda andavam de c*lhão para c*lhão!!!

  3. Se o argumento é o sofrimento dos animais, então talvez fizesse mais sentido começarem a criticar as condições dos transportes dos mesmos, as condições dos matadouros, a forma como eles são mortos para que vossas excelências possam deliciarem-se com um belo naco de lombo, ou mesmo as condições em que eles são tratados enquantos vivos.

    Criticam o sofrimento do animal mas são os primeiros a alimentarem a maior industria que lhes provoca sofrimento.

    Mas não, na cabeça de alguns iluminados (às tantas com o estomago bem cheio de um belo naco de vitela, couriça ou mesmo morcela de sangue) meia duzia de touros q morrem na arena é que é importante. Os milhares que morrem todos os dias em território nacional, sob condições precárias, esses não… Não interessam para nada…

    Hipocrisia é o que é…

    1. Hipócrisia é a sua VI (que nem sequer tem NOME).

      TORTURAR ANIMAIS é coisa de gente BRUTA. Tanto faz nas arenas, como nos transportes, como nos matadouros.
      Criticamos o SOFRIMENTO DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS mas também HUMANOS s mãos do HOMEM PREDADOR.

      Será você`, vi, um homem predador? Então pense um pouco, e em vez de vir para aqui SEM NOME dizer disparates LUTE POR UMA CAUSA JUSTA e CONTRIBUA PARA MELHORAR O MUNDO.

      1. Em primeiro lugar gostaria de saber porquê tanta “coisa” relativa ao facto de alguns leitores/comentadores não apresentarem o nome. O direito ao anonimato parece-me legítimo e não invalida qualquer opinião.
        Em segundo lugar não percebo que raio de mania de escrever “frases chave” em “tom” capitalizado. Não faz valer mais o argumento e nem sequer é cívico. Dado que não notei falta de respeito da parte do vi simplesmente não consigo entender.
        Por ultimo, não me pareceu, no caso do vi, que a brutalidade na arena tenha sido posta em causa no que diz respeito as touradas. Houve sim, uma tentativa de mostrar que, no que toca aos animais, a torada é um mal menor. Vejamos as coisas, um touro de torada passa toda a sua vida, até à dita tourada, no pasto em relativa liberdade, Provavelmente uns 4 ou 5 anos. É levado para a tourada, faz uma atuação de alguns minutos e é levado para um matadouro. Por outro lado, uma vaca de produção alimentar passa toda a sua existência confinada a um espaço relativamente pequeno, impossibilitada de dormir o tempo necessário, súper alimentada e sem se puder mexer. Feito isto, para ai uns 6 meses depois, matadouro… A perseguição aos touros de tourada é realmente demasiado exagerada. O ideal era colocar as coisas por ordem de prioridade e tentar resolver. Não há necessidade de grandes revoltas porque o problema está longe de ser grave, ou de ser o mais grave.

  4. O mesmo Miguel Sousa Tavares que há uns tempos atrás criticava os professores e que certo dia disse que não percebia porque é que o Governo tinha investido no comboio da ponte porque quando se levantava e o via passar, ia sempre vazio…
    O mesmo Miguel Sousa Tavares que no seu perfil do facebook faz questão de dizer: Filho do advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e primo em terceiro grau de José Avillez…
    Infelizmente ainda recebe dinheiro para escrever atrocidades e debitar disparates na televisão.

  5. Até dá pena ler alguns comentários que aqui aparecem. Sempre os mesmos burros a dizer que antes de abolir a tourada temos de nos preocupar com o transporte de animais e matadouros e etc… Acham que o problema nas touradas está fundamentado em os animais morrerem, simplesmente ? O problema está nos otários que se divertem a assistir a isso. O facto de essa tortura ser do agradado de alguém e de trazer prazer a alguém é que é o mais preocupante, porque vai contra a evolução das pessoas e das sociedades. Mas pronto, é mais fácil alimentar esse espírito parolo e criticar-nos porque comemos carne à mesma apesar de sermos anti-touradas. Cambada de burros (sem ofensa aos burros enquanto animais). Nascemos todos iguais, depois disso é escolher a ignorância ou não.

  6. Quando se faltam argumentos,passa-se para o insulto. E os pró-tourada é que são básicos.

    Se acha que as pessoas vão ao espetáculo para ver sangue e ver o animal a sofrer/morrer então quem necessita de ajuda é você.

    1. Vi (nome muito lindo) quem vai a uma arena, se não é para ver o animal sofrer (PORQUE ELE SOFRE E MUITO, TANTO QUANTO VOCÊ SOFRERIA SE ESTIVESSE NO LUGAR DELE, NÃO TENHA A MENOR DÚVIDA), se não é para ver SANGUE a escorrer do corpo do animal, se não é para ver a agonia dos animais, então o que lá vai ver?

      O corpinho dos tauricidas enfiado em collants a imitar bailados eróticos? É isso que lhe interessa?

      Os tauricidas (está mais do que provadíssimo) além de serem básicos são sádicos e muitos deles necrófilos, vi.

      1. Isto é uma mistura de comédia, tristeza, falta de educação, de respeito mutuo…

        “Os tauricidas (está mais do que provadíssimo) além de serem básicos são sádicos e muitos deles necrófilos, vi.”, existe algum estudo sobre isso, Sr.ª Isabel?

        Cara Senhora Isabel, existe uma coisa chamada identidade cultural, coisa que a senhora nunca irá entender o que é. Também se compreende algumas das suas preocupações, mas nunca vi manifestações à frente de matadouros, nos transportes dos mesmo, nem no talho onde, quem critica as touradas, compra o bife, também chamada “necessidade básica”(o Sr. Mário deve-se lembrara dos horrores do matadouro sempre que trinca um naco de carne…). Sabe a Sr.ª Isabel que os touros ajudaram na defesa de território português, empurrando os espanhóis para o mar, de regresso às naus? Isto quando maior parte do território já era de domino espanhol e aquele pequeno pedaço de terra foi o único reduto português durante 2 anos. E se pensa que correram lado a lado com os donos, como amigos desengana-se. E se tal aconteceu é porque haviam touradas, não eram, nem são animais de estimação. Em muitos lugares deste país as touradas são identidade dessa gente e de tal enraizadas estarem, nunca se viu lá uma única manifestação, porquê?

        O Sr. Mário Lavrador diz que “Nas touradas os animais são apresentados à tortura logo desde muito novos.”, como se um toiro ou novilho fosse à praça mais que uma vez durante a sua vida. “Isto porque se o homem estiver a levar a sua avante, ninguém mais intervém, mas se for o touro, então todos os outros homens saltam para a arena…”, e saltam todos para cima do touro?! Dão-lhe tiros?! A única coisa que acontece é afastar o animal com o capote… Que falta de valentia… “É que as pessoas sabem defender-se, os animais não…”, meta-se numa praça com um toiro e eu quero ver se se vão sentar a jogar à sueca no meio da praça! Nem com capote, muleta e espada você se safava mesmo que fosse despertado em si o instinto básico de sobrevivência. Por aqui se percebe e a par dos comentário da Sr.ª Isabel, que nada sabem sobre touradas, zero! Querem criticar, querem impor a vossa vontade, tudo bem, mas pelo menos não digam asneirada pela boca fora.

        “A maior parte dos adeptos das touradas são gente bruta, geralmente mal educada, gente que se está cagando para os outros (total inexistência de compaixão), etc.” EUA, Canada, México, França, Portugal, Espanha, Venezuela, Colômbia(este ultimo proibiu as touradas na Capital! – se ficasse por aqui já eram um povo civilizado – Isto porque a Corporação Taurina não cedeu ao único pedido da Câmara, não matar o touro no espectáculo. Se a corporação tivesse cedido ficariam como em Portugal, sim porque é preferível o touro ir morrer com a cabeça amarrada a uma argola e com um tiro na cabeça, é mais “digno”…), e ainda existem clubes taurinos espalhados pelo mundo, como o Clube Londrino, por exemplo. Sr. Ricardo, a que conclusão quer chegar perante este países tão diferentes? Quer incluir o Brasil com os Rodeos ou isso não é tortura? Ou os outros países do mundo, cada um com os seus “defeitos” que não agradam a todos? E quanto às ONG’s, são como as bruxas “No lo as veo, pero que las hay, ¡las hay!”.

        Gostava também de saber se, quando acabarem as touradas, a Sr.ª Isabel o Sr. Mário e os Sr. Ricardo vão criar touros no quintal ou na varanda ou vamos ter que os ir ver ali ao Jardim Zoológico?!

        Quem vê de fora e tenta entender os dois lados(aceitando ou não) consegue perceber que os anti só falam em tortura, enquanto quem defende tem inúmeros argumentos, desde a preservação de uma espécie para a qual não se vê outra finalidade, ESTUDOS, Sr.ª Isabel, Estudos que comprovam que o toiro produz uma substancia que inibe a dor, chama-se adrenalina, feito por um cientista que nunca assistiu a uma tourada.
        A Sr.ª Isabel por acaso já viu algum toiro sem ser por fotografia? E o Sr. Mário? E o Sr. Ricardo?
        Perco as forças para enumerar mais coisas quando começo a ler o blog da Sr.ª Isabel. Realmente, Picasso era um demónio, Hein!?

        As vossas razões são tão válidas como as de quem defende as touradas, ainda mais quando os anti querem impor algo e os defensores só querem que os respeitem. Ninguém é obrigado a ir a uma tourada e se der na Tv existem mais 100 canais. Existe uma liberdade de escolha que os anti querem impor. Enquanto os anti tem alternativa, querem que os defensores não tenham.

        Se querem mesmo defender a abolição das touradas não o façam com total ignorância sobre esse assunto. Assim não vão lá…

        Já agora, Sr. Mário e Sr. Ricardo, se fossem na rua e levassem um tabefe na fronha o que fariam ao fulano em causa? Só a titulo de curiosidade.

  7. Mas se tem dúvidas posso-lhe descrever como é feito o abate dos animais no matadouro, e prometo-lhe não poupar na descrição e nos detalhes. Vai adorar. Ou então como é feita a matança do Porco.

    Assim você já vai poder derramar as suas lágrimas dos coitados dos touros enquanto come uma bela morcela.

    Mas como lhe disse, considero mais critico a falta de educação e civismo das pessoas, que partem logo para o insulto quando não conseguem respeitar as ideias dos outros do que meia duzia de touros. Acho que o primeiro problema é de teor mais grave quando se vive em sociedade.

    Quando quiser discutir o direito dos animais e as condições em que estes vivem (esse é o primeiro argumento dos anti-touradas) então diga, que tenho umas quantas histórias que o vao deixar arrepiado. Se quiser continuar a insultar, então só revela que… Quais forma as palavras que usou? Ignorante, burro e parolo é você.

  8. É realmente incrível como é que os amantes da dor e sofrimento infligidos aos animais têm sempre os mesmos argumentos… O Sr. Vi, realmente VÊ muito pouco… Primeiro, quer comparar a alimentação (que é uma necessidade básica), com as touradas (que não servem absolutamente para nada…). É só mais uma prova que não existe nada que consiga desculpar tal barbaridade, logo têm que “lutar” com outros argumentos…

    Já se sabe que os animais que se destinam a abate, vivem e morrem de uma maneira muito cruel. Isso deve mudar sim, mas aqui fala-se em touradas!

    Nas touradas os animais são apresentados à tortura logo desde muito novos. Existem muitas fotos na net com bezerros a serem espetados pelos adoradores de sangue. Existem também testemunhos de pessoas que já viram fazer horrores aos animais. Nada que não se saiba há muito tempo…

    As touradas também não são uma luta igual. Isto porque se o homem estiver a levar a sua avante, ninguém mais intervém, mas se for o touro, então todos os outros homens saltam para a arena… Logo, não há valentia aqui, mas sim cobardia. Se querem ser valentes, porque não tentam o boxe? Mas aí informo já que ninguém os vai ajudar quando estiverem a ser “aviados” de merceria…

    Quanto à falta de educação, o que é que me diz sobre meia dúzia de frustrados andarem a atacar animais sencientes unicamente para entreter algumas pessoas??… Isso para mim, é o cumulo da falta de educação, por isso pense duas vezes antes de se queixar… É que as pessoas sabem defender-se, os animais não…

    1. A falta de informação é gritante.

      Antes de mais, a alimentação não é desculpa para as condições precárias que **MILHÕES** de animais vivem e morrem para que o você se possa alimentar. Sabe que o ser humano pode viver sem carne não sabe?

      Segundo, as touradas de morte são proibidas na constituição Portuguesa (à excepção de Barrancos), se possuem conhecimento de alguma ilegalidade apresentem queixa.

      Terceiro é obrigatória a presença de um veterinário em eventos de tauromaquia, para avaliar as condições do animal após o espetaculo. Se poder ser salvo será, e o fim dele o da cobrição (o horror, a tragédia), senão será posto a dormir numa solução mt mais humana do que a dos matadouros!

      Quarto, se necessitar de informações acerca de constantes abusos aos animais, aconselho-o a visitar o youtube e digitar algo como “slaughter house” ou qualquer coisa do género. Poderá aprender umas coisinhas de como é que está a chegar a carne que lhe chega ao prato (mas aí a dor e sofrimento dos animais, já é secundária, desde que tenha o bandulho cheio…).

      Quinto, não sou aficcionado e nunca vi na vida qualquer tourada ou espetaculo do género, irrita-me simplesmente haver pessoas que seguem à máxima “olhos que não vêm, coração que não sente”.

      E agora criançada, tudo para o McDonalds que há lá mt hamburguer de carne de animais que foram brutalizados, antes de irem para o campo pequeno para mais uma cruzada pelo direito dos animais!

  9. Invocar a liberdade para justificar as touradas deve ser uma brincadeira. Nunca ouviram dizer que a liberdade de um termina onde começa a dos outros ? Também tenho liberdade para matar quem me apetecer mas a minha consciência diz-me que não o devo fazer, isto mesmo perante um cenário de liberdade total (ausência de leis).

    A maior parte dos adeptos das touradas são gente bruta, geralmente mal educada, gente que se está cagando para os outros (total inexistência de compaixão), etc.

    Enumerem os países onde existem touradas e enumerem os países onde elas não existem e vejam se chegam a alguma conclusão.

    Adeptos das touradas são cada vez menos, basta verem no facebook têm 11mil likes contra os 190mil likes da pagina anti-tourada. Os ditos “espectáculos” têm cada vez menos gente, estão pela hora da morte certamente.

    Quanto ao Miguel Sousa Tavares… este indivíduo fala de tudo e mais alguma coisa incluindo daquilo que não percebe puto. Lembro-me de uma vez ter sido chamado para comentar sobre uma raça especifica de cão (possivelmente pitbull) onde ele a apelidou como sendo uma raça de ataque. Não existem cães de ataque mas este senhor não atinge. Ignorância nas nossas televisões não obrigado, por isso hoje nem televisão tenho em casa.

  10. Tourada é “CULTURA e TRADIÇÃO” – dizem os “cultos” e inteligentes tradicionalistas…

    A pena de morte, e até a inquisição, também já foram “tradição”. Eram também eventos sociais e culturais.

    Matar, humilhar e fazer sofrer para diversão é “CULTURA e TRADIÇÃO” – vão à merda!

  11. A falta de informação? Só se for a sua! Eu estou muito bem informado!

    Mais uma vez, aqui não se fala de matadouros, como eu já referi antes. Não leu, ou não lhe interessou?

    As touradas de morte existem em todas as praças, a diferença é que uns morrem na arena, muitas vezes sufucados com o próprio sangue, e na maioria das vezes, morrem depois de muitas horas de sofrimento, isto porque depois terem sido lidados, os animais passam horas, ou mesmo mais de um dia, com as feridas abertas (as dos ferros, e as que lhes fazem a tirar os ferros). Normalmente num curro sem o mínimo de condições, mas também não interessa, pois o o pobre animal já cumpriu o seu cruel destino. “…solução mt mais humana do que a dos matadouros!” Isto para si é que é uma solução mais humana? Você não tem a mínima ideia do que escreve…

    Os veterinários que se encontram nas arenas são aficionados, logo só lá estão para assinar papeis… Já não era a primeira vez que se lidavam touros com menos peso do que o regulamentado. E se eles o fazem na privacidade do terreno, também o fazem nas arenas… O que lhes interessa é que exista um animal para sofrer, o resto é música…

    Depois, você não faz a mínima ideia de que tipo de alimentação eu faço! Logo, assim como o “ilustre” escritor aqui mencionado, nem na alimentação, nem nas touradas, não sabe do que escreve!

    E como fala tanto dos matadouros, já foi para a porta de algum manifestar-se contra os maus tratos que são infligidos aos animais lá, ou só gosta de ser do contra?

    Existem muitos males no mundo, infelizmente, mas devemos lutar contra um de cada vez. E por existirem muitos maus tratos contra os animais, isso torna a tourada aceitável? É só mais um, é isso??

    De seguida vai falar de abortos, de idosos que morrem sózinhos, da guerra e da fome mundial, é isso? Porque partiu do princípio que quem é contra as touradas, não é contra mais nada no mundo!!??… Brilhante, sem dúvida…

    Mas isso é o mal de muitos meninos, falam sem pensar, e escrevem só porque já aprenderam, mesmo que não tenham a mínima ideia do que estão a fazer… Enfim!

  12. Ó Vi… confessa. Tu andas a safar a vidinha à custa das touradas…
    Vá… não te acanhes, conta lá.
    Andas a sacar subsídios, ou mamas participando no ‘espectáculo’ ???
    Ou serás um menino queque, benzoca, que acha muito fino ir ao toiros exibir a ropinha de marca e o mocassin ?

    Quando será que você percebem que nos estamos a cagar para a vossa opinião e os vossos gostos?
    O que está em causa não é se vocês gostam ou deixam de gostar.
    O que está em causa é impedir A TORTURA DESNECESSÁRIA DE UM ANIMAL APENAS PARA DIVERSÃO DE UM PUNHADO DE PAROLOS SEDENTOS DE SANGUE.

    Faço-te um desenho,ó Vi ????

  13. Mais uma vez o Mário falou falou e pouco acrescentou.
    Como lhe disse, a morte do touro em arena é proibido por Lei. À excepção de Barrancos, desafio-o a dizer-me de casos em que o touro tenha morrido na arena e as pessoas responsáveis ficaram impunes.

    O Sr. disse que a maior parte das vezes os touros morrem em sofrimento com as feridas abertas. De onde foi tirar esses dados? Tem alguma coisa que o comprove ou pura e simplesmente lembrou-se de dizer isso? E como sabe que os veterinarios sao aficcionados? Eles possuem um cartão de sócio é? Aconselho-o a ler o Decreto Lei nº 306/91, de 17 de Agosto para ficar esclarecido acerca do papel do veterinário numa praça de touros. Até lá, continue a dizer que os veterinários são corruptos! Mas adorei a descrição muito imaginativa que deu acerca da morte do touro findo espetaculo. Sorte é que nao passa disso mesmo, uma coisa mt imaginativa. Mas pode ser que consiga convencer alguem com os seus delirios de touros a sofrerem dias a fio e de veterinarios feitos com os aficcionados.

    Em relação aos Matadouros, não sou eu que me encontro indignado por ver animais a sofrer, ou que deseja abolir espetáculos devido ao sofrimento dos mesmos, por isso não me sinto na obrigação de responder à sua questão. Mas se o deseja tanto, nunca me manifestei a frente de um matadouro, mas sempre que posso tenho o cuidado de comprar carne biologica (entre outros produtos) sabendo que tenho a garantia que o animal nao esteve encafuado 2 meses dentro de um estabulo a ingerir hormonas, para além de ser mais saúdavel. Mas não me vê a exigir a proibição ou defender que toda a gente só deva comer carne biologica.

    Mas penso que seria muito facil e uma sensaçao mt boa, sentir-me moralmente superior ao resto da manada, e tentar impor o meu ponto de vista à força para o resto da população, e quem nao estivesse cmg, seria insultado como retrogado, barbaro e conservador. Hmmm, esta cena é-me familiar….

    Exacto, imensos mal no mundo existem, só que infelizmente existem pessoas com as prioridades trocadas, que julgam que por abolirem o sofrimento de umas centenas de touros por mes mudam o mundo, mas que se manteem em silêncio acerca do genocidio no Dafur. O Humanismo (ou falta dele) também se pode medir vendo as prioridades e causas de uma pessoa (se for do seu interesse posso-lhe dizer que já fiz voluntariado em Africa num país mt curioso de nome Benin, e presentemente faço-o numa Organização Nacional Contra a Fome, como vê, sô um homem de causas mas não insulto nem julgo pessoas que não sigam o meu estilo de vida, a educação tem destas coisas).

    Mas tem razão, peço-lhe desculpa por não pertencer à orde de indignados amantes de animais e de pessoas que não vai para as portas do Campo Pequeno derramar lágrimas pelos pobres dos bichinhos enquanto come uma bifana. Peço desculpa, as minhas lágrimas estão reservadas para coisas mais importantes.

    E um conselho, se quiser discutir, não invente factos nem distorça a realidade para forçar o seu ponto de vista, só lhe fica mal.

    1. Já VI e ouVI muita gente como o Sr. VI.
      E já me fartei de ouVIr o pouco que têm a dizer.
      Para já, deVIa ser regra não se responder a quem não se identifica.
      O Sr. VI que tenta demonstrar a sua humanidade como voluntário, não se identifica porquê?

      1. Eu realmente gostava de perceber qual é o problema com o facto do senhor vi, ou qualquer outra pessoa, não se identificar.
        Os argumentos perdem a credibilidade?
        O direito ao anonimato não é legitimo?
        E quem me diz a mim que o senhor realmente se chama Carlos?
        E que me interessa a mim isso?
        Eu acho engraçado estar-se a debater aqui as touradas e um argumento sempre presente em cada comentário em resposta, ou relativo, ao senhor vi seja sempre o facto de ele usar o nickname de vi… mas com um argumento destes pronto, ganharam. Acabe-se já com a tourada porque agora tudo faz mais sentido.

    1. Se concordo totalmente com o que disse num primeiro momento, neste segundo, terei de discordar. Primeiro, é óbvio que a pergunta que faz não tem resposta simples, tão pouco uma resposta previsível, logo não podendo ser tão retórica quanto isso.

      Segundo, são temas que não podem ser alvo de comparação, porque a questão original é tratada no âmbito de um progresso social, e o aborto não implica um progresso ou regresso civilizacional, existe, como sempre existiu, e sempre existirá, seja legalmente enquadrado ou à margem da lei.

      Terceiro, e pressupondo (espero que não de forma errada e até para tentar compreender de que chapéu tirou essa comparação) que se trate de pensar que se estamos a criticar os maus tratos ou abusos animais, porque é que seriamos a favor do aborto, que implica a destruição de um possível Humano. Com toda a certeza não se iguala, nem tão pouco se compara, a dignidade da pessoa Humana com a dignidade animal. O que se pede é que haja, no mínimo, o respeito pela vida animal, nos termos em que a mesma seja razoavelmente aceite por todos aqueles que com eles convivem.

      Nós necessitamos dos animais para sobreviver, disso não há dúvidas, mas não precisamos de fazer da sobrevivência (ou não) dos mesmos um jogo ou um espectáculo para multidões. Somente isso.

      Cumprimentos

      1. Na verdade a pergunta era mais simples do que isso. Eu nunca manifestei a minha opinião sobre a tourada nem tão pouco sobre o aborto. Era apenas uma maneira de avaliar a argumentação. A pergunta é retórica por varias razões. Primeiro, e como o sr. Tiago disse muito bem, não se trata de uma comparação legitima, era apenas uma forma de criticar a veracidade do respeito pela vida inerente nas opiniões que li. Em segundo, porque para a maioria dos casos, salvo algumas exceções, eu sei a resposta. Em terceiro, eu realmente não estou interessado nas respostas.
        Nos comentários anteriores verifiquei que, perante uma argumentação relativamente solida por parte dos “defensores” da tourada, as respostas por parte de quem se opõe são bastante agressivas e desprovidas de conteúdo válido. Não passam de meras provocações ao Ser que defende e isso intrigou-me. Só quis avaliar realmente até que ponto poderia chegar a argumentação se fizesse esta comparação. Para dizer a verdade fiquei desiludido, o que só abona em seu favor. Esperava qualquer coisas mais bruta e descontrolada :). Para concluir este comentário, e para esclarecer a minha falta de opinião, só quero acrescentar que não me enquadro em lado algum. Não por querer por paninhos quentes dos dois lados, mas porque o assunto realmente não me interessa. O meu único interesse é meramente na avaliação argumentativa de cada parte.

  14. Anonymous, defensores de liberdade, herois dos tempos modernos que se escondem por detrás de uma máscara.

    Vi, cobarde anónimo que tem medo de dar a cara.

    Coerência? Muita.

    Para terminar e para quem deseja obter dados e opiniões da comunidade científica, aconselho a leitura e o visionamento da http://www.veterinaria-atual.pt. Possui alguns textos bastantes interessantes acerca do papel do veterinário na Festa Brava.

    Gosto particularmente deste texto, bastante conciso, ponderado e moderado : http://www.veterinaria-atual.pt/content.aspx?menuid=71&eid=6803

  15. Fico com a sensação, que o que há é muita falta de respeito! Falta respeito pela opinião dos outros, falta respeito pela vontade dos outros, falta respeito por gostos diferentes! Haja bom senso! Será que os “anti touradas” gostam assim tanto de animais? Será que a sua primeira preocupação são os animais? É óbvio que não, pois se fossem teriam que ser todos vegetarianos! Pois é óbvio que não, pois se fossem, não teriam enjaulados ou encerrados dentro de casa animais, que nascidos, tal como o ser humano, para gozarem a liberdade (livres como os passarinhos, desde que não sejam canários, periquitos, araras…. !)
    Depois de ler todos os comentários, partilho a opinião do Gilberto Conde, há muita falta de imaginação por parte dos “anti”. Constato que se batem por querem impor a sua opinião e nada mais, além disso, pessoas mal formadas com muita dificuldade em perceber que somos todos diferentes e que para impor já bastaram os ditadores!!!
    Não gostando eu de……, terei o direito criar um movimento que imponha ao outros algo que me desagrada????
    De imposição em imposição…..poucos nos vai restar para decidir por gosto próprio!!!

  16. Enquanto o “povinho” vai discutindo sobre os toiros (ou sobre “futebois”) “os do costume” vão delapidando o País a seu bel-prazer…
    “O povo é sereno. Isto é só fumaça”…

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