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As contas são fáceis de fazer: enquanto o Hospital do Médio Tejo paga 1200EUR a empresa, esta paga menos de metade aos funcionários que contrata.

A situação foi denunciada pelo Diário de Notícias no dia de ontem, mas parece não será caso único no Hospital do Médio Tejo.
A receber 3.1EUR por hora, os funcionários, que são enfermeiros, são obrigados a fazer 40 horas semanais. Na maioria dos casos os enfermeiros trabalham nas urgências de Abrantes.
Como refere o DN, “apesar de estarem em curso centenas de contratações no SNS, o recurso às prestações de serviços mantém-se e por valores cada vez mais baixos, que rondam os cinco euros à hora, este valor já é menos 50% do que o valor de tabela”.

Este é um “valor Record”, uma vez que, além de baixo, é sem descontos e sem subsídio de refeição.

 

Na prática, enquanto o Centro Hospitalar do Médio Tejo paga 1200EUR por profissional, a empresa Sucesso 24 Horas paga pouco mais de 500EUR aos seus funcionários. A empresa ganha, assim, mais do dobro por funcionário.

 

A Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, tinha indicado há alguns dias que “a precariedade que hoje abrange metade do sector não pode ser de modo nenhum a regra e o futuro. Só com mais solidariedade entre utentes e trabalhadores é possível combater as desigualdades e o flagelo da precariedade. Abdicar disso é hipotecar o futuro, o nosso das gerações futuras e do SNS, uma das grandes conquistas do 25 de Abril”.

 

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Greves de enfermeiros

Recentemente, embora tenha passado praticamente despercebidos pelo mainstream da comunicação social, os enfermeiros estiveram em greve por melhores condições a 24 e 25 de Setembro.

Os enfermeiros têm denunciado “exaustão” e falta de meios.

 

O Tugaleaks tentou contactar a empresa Sucesso 24 Horas, mas parece que não conseguimos fazer juiz ao nome, não tendo o nosso contacto tido qualquer sucesso.
A empresa, que faz “prestação de serviços de saúde, actividade clínica, formação, recrutamento, seleção e gestão de recursos humanos, autoria de obras médicas, importação, exportação, comércio e representação de material e equipamento médico, serviço de apoio domiciliário, apoio social e pedagógico”, ganhou recentemente um Ajuste Directo no valor de 327 mil euros para a “Contratação de serviços médicos para o SUB de Estremoz e para o SAP de Montemor-o-Novo do ACES Alentejo Central da ARS do Alentejo, I.P.” durante um ano.

 

Resta saber quanto é que os funcionários ganham na realidade.

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