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Cerca de 40 suspeitos de pedofilia foram presos em Portugal pela PJ desde o início do ano. No ano passado foram mais de 400 arguidos.

O Semanário O Crime desta semana avança, citando fontes desta unidade policial, que 40 suspeitos foram detidos desde 2013. A maioria deles encontra-se em prisão preventiva, mas existem outros que estão a aguardar o desenrolar dos respetivos processos em liberdade.

 

40 suspeitos de pedofilia identificados por todo o país pela PJ este ano
Por vezes a relação de proximidade com as vítimas ajuda, pois as crianças confiam nos vizinhos e mesmo em familiares das vítimas.

O jornal aponta vários casos como exemplos do que pode acontecer dos quais destacamos dois:

  • Um homem de 60 anos, antigo vigilante com residência na zona de Sintra, que aliciava crianças com guloseimas e dinheiro. A violação ocorria alegadamente na garagem do individuo com menores do sexo feminino de 9 a 11 anos. Foi preso a meio do mês de Junho.
  • Um homem de 43 anos, detido também pela presumível práticas de atos sexuais com menor de 16 anos incapaz de resistência pois tem deficiências cognitivas. A confirmarem-se as suspeitas da PJ este crime é punido com uma pena de prisão até 10 anos (Artigo 165º do Código Penal Português).

 

Em 2012 foram mais de 400 arguidos

Foram 409 arguidos por suspeitas de abuso sexual de crianças. Este é um número superior á violação (esta, de adultos) em cerca de 20%. A maioria dos alegados violadores aproxima-se pelo seio familiar, usando da boa confiança que existe.

 

Crimes na Internet passam despercebidos

Há alguns dias o Tugaleaks publicou a informação do grupo Sud0H4k3rs ter feito várias advertências a um website e a vários perfis de Facebook.
A partilha de informação, seja no Facebook, na Internet ou na Deepweb, está ainda longe do combate eficaz da PJ em Portugal. O Tugalesk sabe que a equipa de investigação informática da PJ (9ª secção do DCIAP) está com imensos processos em atraso, chegando os processos a estarem parados mais de um ano enquanto outra equipa, de peritos informáticos, analisam computadores e outros materiais inerentes á investigação.

 

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