Investigação de um jornal francês mostra que existem trabalhadores na União Europeia a serem vendidos por intermediários. É praticamente escravatura.

O jornal Sud Ouest avança com o exemplo de trabalhadores equatorianos, falsamente domiciliados em Espanha, que recebem 7,50€ por hora no sector agrícola francês quando na realidade o “utilizador” final paga por eles cerca de 16€. O intermediário espanhol arrecada a diferença.

 

UE: trabalhadores low-cost vendidos “de acordo com o modelo da fraude à carne de cavalo”

 

É dado ainda  outro exemplo no reactor nuclear de Flamanville, França, onde existem trabalhadores contratados pela empresa de trabalho temporário Atlanco. Contratados noutro país onde recebem menos pelo trabalho, estes trabalhadores vêm para França trabalhar a estão até sujeitos a pequenos acidentes de trabalho, alguns dos quais nem sequer são registados.

Estes trabalhadores são normalmente contratados durante poucos períodos de tempo ou mesmo apenas nos feriados, como se vê em alguns estabelecimentos por toda a Europa.

 

A Caritas Europa, preocupada com esta situação, emitiu há dois meses  um comunicado que pede para acabar com os “direitos diferentes para cada grupo de pessoas que vêm de países do terceiro mundo” bem como acabar com “a exploração, pelas agências, dos trabalhadores e o tráfico humano”.

 


A Euronews emitiu também uma reportagem no ano passado intituçada “Sex traffick still on the rise” que aborda temas de pessoas que, também na Europa, são “presas” pelo sexo e não conseguem sair.

Em Portugal existem várias centenas de empresas de trabalho temporário, mas é nas grandes superfícies comerciais e nas grandes empresas que o “crime” acontece. O Tugaleaks tem vindo a acompanhar estas empresas, tendo já algumas denúncias da Worten, Staples, Nokia Siemens entre outras que usam o trabalhador para um fim contrário à lei.

Muitos destes casos, tanto em Portugal como na Europa, passam impunes.

 

Para o leitor, qual é a melhor forma de acabar com a exploração laboral?

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