O Tugaleaks vai estar presente, para variar com uma T-Shirt preta a dizer “TUGALEAKS.COM ANONYMOUS” no evento RATE ME! – Diz-me como avalias, dir-te-ei quem serves. Se houver oportunidade de falar, iremos falar em factos como:

  • A emissão do tempo de antena para pessoas com deficiência
  • O estado da democracia
  • A Internet como direito constitucional

Entretanto podes consultar as fotos e o histórico da manifestação do Domingo passado neste link.

Info sobre este evento:

Acção pacífica de rua

As agências de rating (também conhecidas como agências de notação) foram criadas há cerca de um século, com o objectivo de avaliar a capacidade de empresas e Estados de cumprir com as suas obrigações financeiras nos prazos acordados. As avaliações realizadas por estas agências tornaram-se decisivas para a determinação dos juros cobrados por parte de quem empresta dinheiro. Influenciam também a estabilidade financeira dos Estados e empresas que naturalmente acedem a crédito

Vivendo nós numa era em que as decisões económicas são feitas à escala global, estas agências passaram a desempenhar um papel determinante no funcionamento dessa economia e no sector financeiro e bancário. Por um lado, produzem informação necessária para controlar os investimentos feitos no mercado e, por outro lado, uma vez que se tornam indispensáveis ao seu normal funcionamento, adquirem o poder de decidir e regular como funcionam os mercados.

Três agências de rating – Moodys, Fitch e Standards & Poor – dominam 90% do mercado das avaliações, criando assim um monopólio de opinião. Estas agências são, juntamente com o sector bancário, actores principais no despoletar da crise do subprime de 2008 nos Estados Unidos, que depressa alastrou para muitas outras partes do mundo. É, por exemplo, questionável a eficiência destes organismos quando, um dia antes da falência de um dos maiores bancos americanos, o Lehman Brothers, estes o classificavam com a nota mais alta das suas escalas de notação.

A sua responsabilidade, no entanto, ainda não foi punida, apesar de já vários países terem iniciado queixas-crimes contra elas. Em teoria, o seu nobre propósito de garantir um saudável funcionamento dos mercados entra em confronto com a realidade da busca do melhor lucro possível para os seus negócios, mesmo que isso signifique a manipulação de quem deveriam proteger.

Não assistimos apenas à crise do sistema mas sim ao natural desenrolar do sistema da crise, onde a ganância invariavelmente leva a que quem detém o poder e influência na economia cometa os mesmos erros repetidos no passado, atirando o fardo da crise para quem dela não tem culpa.

Com isto, uma vez que a economia parece ter passado a estar ao serviço das agências de rating, questionamos a legitimidade e imparcialidade das suas avaliações, além da forma como a sua posição dominante contraria a democracia, não apenas na economia mas também no plano politico e social.

As agências de rating classificaram-nos como ‘lixo’, forçando-nos à inevitabilidade do pedido de resgate ao FMI, obrigando Portugal a seguir um caminho por estas determinado na saída da crise.

No entanto, nada nos é dito, com exactidão, sobre como chegámos a este estado nem nos são apresentadas outras alternativas. Porém, em política, o silêncio fala pelos cotovelos. Auditoria já!

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