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O Centro de Neurociências e Biologia Celular gastou 174 mil euros em ratos “para experimentação animal”. Há países onde há uma década que se deixaram de usar ratos.

Podíamos estar a falar em ratos para computador, já que Coimbra, o local onde está o Centro de Neurociências e Biologia Celular, teve há dois anos um contrato de 12 mil euros em Pen Drives. Mas estamos mesmo a falar de animais, vivos ou mortos, que serão usados para experiências inconclusivas.

O Tugaleaks contactou o Centro de Neurociências e Biologia Celular para obter explicações, no entanto como a Instituição é Privada sem fins lucrativos e de utilidade pública não está sujeita à Lei de Acesso a Documentos Administrativos. A entidade informa no entanto que é “uma Instituição que se baseia em princípios de boa gestão dos dinheiros públicos assim como no respeito cabal dos princípios da publicidade e transparência”.
No entanto, questionada sobre a finalidade dos ratos comprados, quais são os testes a efectuar, quantos são os ratos, e se os mesmos estiverem vivos qual a taxa espectável de mortalidade bem como se foram feitos estudos, e se sim, quais sobre alternativas aos testes em animais, a entidade que se pauta pelos princípios da transparência resolveu não responder.
O facto de serem ratos pelo nome do ficheiro colocado no site BASE ser “CONTRATO RATOS.DOC”, ou nem os animais tínhamos conseguido apurar.

 

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Animais já não se usam para testes

Existem inúmeras alternativas que se podem fazer para se evitar a morte de animais. A responsável da página de Facebook Diga não aos testes de animais comentou com o Tugaleaks que “existe alternativa, como simuladores, testes in vitro, pele artificial, software entre outros” e que a “venda de animais a laboratório acho injusto e cruel”.

A mesma opinião, mais técnica, tem Danielle Tetü Rodrigues, vice presidente do Instituto Abolicionista Animal com sede em Salvador, Brasil. “o Brasil a UFRGS [Universidade Federal do Rio Grande do Sul]não usa animais há mais de cinco anos, em Londres não usam há mais de uma década“,
Ainda sobre as alternativas, Danielle conta-nos que “é preciso compreender que os animais são usados em experimentos científicos, em testes diversos e em aulas práticas em algumas universidades. Nestas três áreas em que os animais são usados, já se vislumbram vários métodos alternativos que os substituem integralmente e possibilitam alcançar o resultado com a mesma, e até muitas vezes, com mais eficácia ainda. Esses recursos alternativos são viáveis materialmente, mas também sob o aspecto econômico. Dentre tais meios, destacam-se a utilização de cadáveres especialmente preparados, meios virtuais e modelos anatômicos e simuladores, softwares 3D, experiências in vitro, enfim, uma gama de métodos que podem livrar os animais de uma prática obsoleta e cruel, como é a vivissecção”.
Estes testes referidos acima “já foram e são utilizados, apresentando resultados positivos em todos os campo”.

 

Em Portugal, ainda recorremos à vivissecção, o ato de dissecar animais, normalmente vivos, para testes. E parece que ainda recorrermos a dinheiros públicos para isso.

São 174 mil euros, sem IVA, entregues ao laboratório Charles River.

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