Julian Assange, o fundador de WikiLeaks, regressa esta terça e quarta-feira ao tribunal de recursos em Londres onde contesta a sua extradição para a Suécia, país onde é acusado num caso de alegada agressão sexual.
Assange, que se encontra em prisão domiciliária desde Dezembro de 2010, contesta a decisão do juiz Howard Riddle que, em Fevereiro, deu fundamento ao mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades suecas.
A decisão do tribunal, que não será conhecida imediatamente, não será no entanto a conclusão do processo. Os advogados do fundador de WikiLeaks já anunciaram que vão utilizar todos os meios legais ao seu dispor – o que inclui o Supremo Tribunal – para impedir a extradição do australiano para a Suécia.
Julian Assange, de nacionalidade australiana, não é arguido no processo em Estocolmo (Suécia), mas foi detido em Dezembro último quando se encontrava em Londres, no Reino Unido.
Considerado pela revista Time como uma das personalidades mais influentes do ano, o australiano receia que o seu envio para a Suécia possa servir de trampolim para uma posterior extradição para os Estados Unidos, onde é alvo de um inquérito criminal.
WikiLeaks começou a publicação – ainda não concluída – de milhares de documentos e telegramas confidenciais provenientes das missões diplomáticas e militares norte-americanas.

Fonte: Jornalista Duarte Levy

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